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Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que a sua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os seus objectivos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, adormecidas... ou anestesiadas por fórmulas e conceitos preconcebidos. Embora parte dos seus artigos possam "condimenta-se" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade com libertinagem de expressão" no principio de que "a nossa liberdade termina onde começa a dos outros".(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico e por vezes corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausadamente, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas análises, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell).Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de blogues a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, o que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão com alguma delas... mas somente o enriquecimento com a sua abertura e análise às diferenciadas ideias e opiniões, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais e válidos para todos nós, dando especial atenção aos "nossos" blogues autóctones. Uma acutilância daqui, uma ironia dali e uma dica do além... Ligue o som e passe por bons e espirituosos momentos...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O GNÓMON



O GNÓMON

Quando num destes dias soalheiros cá o Cidadão dava uma de pedestre e alargava as vistas no recém-criado parque de estacionamento do castelo de Tubucci, apanhou um susto do catano!
Ia a tarde meio vencida, quando ao consultar o relógio de sol plantado à entrada do parque, este desgraçado reparou que ali ainda era meio-dia e já houvera manducado há uma parga de tempo!
Para melhor o confirmar, recorreu ao seu Citizen que não atrasava nem adiantava e... nele acusavam as dezasseis horas bem auferidas!
Fora o carmo e a trindade!
Nem na Babilónia se viu uma coisa assim!
Deixando-se de tecnologias de ponta e recorrendo aos conhecimentos de orientação, deu-se conta que o dito cujo relógio espetado no pedestal tinha o gnómon orientado para Oeste!
Tiradas as coordenadas e feitos os azimutes o gnómon apontava aí para os 250º geográficos!
“-Réloj!” 
“-Réloj!”
“-Tú complár rélój?” 
"-Bárááta" 
"-Réloj baráta!"
Aquele relógio de sol era bem pior que os dos marroquinos!
O sacana estava quatro horas atrasado! 
Seria das pilhas?
Ná!
Vá lá, um desfasamento aparente de uma dúzia de minutos se importado de Greenwich ou de sessenta e alguns minutos... por mor da Convenção Europeia... ainda se admitiria...
A saber, a sombra do gnómon deveria incidir na zona onde foi executada a marcação com as cores nacionais, mas ao caso, nem pela equação do tempo bate certa a peta com a carrapeta!
Recorrendo à compreensão lenta, haveria razão plausível para que assim funcionasse até ao dia em que foi retirado do ponto inicial da muralha, outrora orientado a Sul...
... e por aqui inaugurado numa manhã sebastianista em que não se via um palmo à frente do nariz, quanto mais... o Sol pela peneira!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

DECEPCIONANTE!



 DECEPCIONANTE!

“-Onde estará afinal, o crucifixo?”
 Finalmente no dia 18 de Janeiro foi publicada a reportagem realizada pela estação televisiva SIC em terras do Crucifixo!
Ao contrário do que seria previsível, numa região rica em história, lendas e tradições, a equipe de exteriores caiu na obsessão corriqueira e quasi colegial de questionar os transeuntes sobre como se designam os habitantes do Crucifixo e se assim serão abençoados, aceitando as respostas vagas e evasivas, chegando ao ridículo da interlocutora na escola primária responder em função da questão social e política da remoção dos crucifixos outrora afixados nas salas de aula, revelando-nos completo desconhecimento do contexto histórico e cultural da região em apreço.
Para além de se cingir à rua das Caladas, de cima a baixo, de onde a equipe de reportagem praticamente não arredou pé, ou a régie lhe atalhou os caminhos, esta povoação encerra muitos outros cantos, recantos, encantos e anciãos com ricos conhecimentos para nos transmitir.
Bastava terem-se dirigido a uma paragem de autocarro ou entrarem na tasca mais retirada das ruelas onde se concentram os idosos em fracos convívios e aí sim, encontrariam matéria de facto para terem enriquecido a reportagem, mas isso daria trabalho! 
É necessário tempo, investigação, calma, capacidade de interpretação e paciência quanto baste para sabê-los escutar.
Em demandas de um "crucifixo" que lhe desse graça ao nome, passou-lhes despercebida a cruz Celta que encima a igreja de Nossa Senhora da Conceição e o estilo arquitectónico do campanário, numa simbiose entre o mourisco e o nórdico europeu.
É caso para afirmar-mos que a equipe de reportagem esteve na aldeia e não viu as casas!
“Crucifixo” é muito mais do que foi documentado pela SIC!
Apresenta-se a reportagem.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O INTRUSO



 O INTRUSO

A noite ia adiantada e a brisa restolhava forte na folhagem do quintal...
A Lua espreitava por entre as nuvens negras que viajavam velozes... a canzoada da vizinhança desatou a latir de forma nervosa e insistente... algum bicho rondava as imediações... o sono não vinha de modo algum... Enquanto a Companheira dormia tão sossegada, as trevas estendiam-se longas....
Era hábito cá o Cidadão dormir com os estores levantados...de súbito uma silhueta pareceu ter cortado a claridade que entrava pela janela do quarto...
Talvez uma coruja rondando o galinheiro...
Enfadado de contar carneiros, o Cidadão levantou-se do leito com as luzes do quarto desligadas e olhou o exterior onde os reflexos intermitentes do luar criavam movimentos nos arbustos... evocando formas sinistras e imaginárias...ali, parecia uma figura humana que se deslocava suavemente...
A luminosidade da Lua ganhou intensidade... e o vulto tomou formas bem definidas... Os cães ladravam cada vez mais assanhados... e o galinhedo cacarejava lá ao fundo... Reparando melhor, aquela figura não era mais um arbusto driblando os brilhos do luar... Aquela figura era bem real... aproximava-se da parede do alpendre ao fundo do pátio... Contrastando com o branco da cal, de facto tratava-se de um vulto bem humano que mexia nas persianas da janela... Aquele tipo não andava ali por coisa boa... Estando o energúmeno em propriedade alheia... Não seria difícil pegar na caçadeira e espetar-lhe com duas chumbadas... Mas não... Sabe-se lá quais as intenções do artista... Para arrombar a porta da arrecadação o tipo teria que fazer bastante barulho...  Cá o Cidadão preferiu pegar no telefone portátil e ligar à esquadra... Falou baixinho, relatando que residia na vivenda Chizélle e que andava um individuo furtivo introduzido na sua propriedade...
O agente que atendeu, questionou cá o Cidadão se o intruso estava dentro de casa, se avistava alguma arma nas mãos do intruso, que roupas trazia o intruso vestidas, qual a estatura do intruso, de que raça aparentava pertencer o intruso, ao que este praça respondeu que era noite e a iluminação escassa, e que tinha ligado para a polícia e não o "112,"  para lhe estarem a efectuar uma triagem... 

“-De momento não temos viatura disponível e só se encontra um homem aqui no piquete da esquadra... os restantes estão a fazer uma operação stop de controlo do álcool. Logo que seja possível, enviamos uma viatura.”

Não, isto não podia estar a acontecer... isto não podia ficar assim... tinha que espetar duas ameixas no tipo ou engendrar outra solução...
Como cá ao Cidadão vem sempre uma idéia secante, fez-se
luz!
Pegando no telefone, digitou o mesmo número da polícia...recorrendo à seguinte lábia:

 -É da polícia? Desculpem... Fui eu... quem ligou há poucos minutos a comunicar-vos que andava um intruso no meu quintal... é para vos dizer que já não é necessário terem pressa em aqui chegarem porque enfiei dois balázios no artista com a caçadeira que tenho guardada. O desgraçado está esticado aqui no hall de entrada e parece que nã mexe!

Em pouco mais de cinco minutos decorridos soou um grande estardalhaço de sirenes à distância e rapidamente surgiram duas viaturas da polícia e uma descaracterizada com oito agentes, seguidas de uma ambulância amarela do INEM, outra Viatura Médica de Emergência e Reanimação com as respectivas tripulações, entretanto chegaram mais duas equipes de reportagem de televisões concorrentes, uma psicóloga e um representante dos direitos humanos.
Ao todo, dezassete homens e uma mulher jeitosa!
Bom... não tão jeitosa quanto esta.
O larápio entrou em desnorte correndo em todas as direcções com duas galinhas nos sovacos e de cabeças entaladas nas asas, completamente aparvalhado com o aparato psicadélico dos rotativos azuis e das sirenes de todas as formas e feitios!

Prenderam o artista em flagrante delito constatando que também transportava dois rolos de fio de cobre e um computador portátil, numa pequena mochila.

-Aiieenn! Xeculpôem? Exta casa é do chefe da bófia ó kê? Extou agarrado! Num me faxam mal, pás! Táva cum fómi e xó queria vinderi os cobres pá sacar nardo pó xamon! Yááá menes! Altas  luzes... Ma ka ganda kurtixão! A bófia é fixe... Eeenaããn... ma kem é a xavala, ménes?
-Vê lá, não te estiques!

Repreendeu um dos agentes que seguravam firmemente o men.
No meio daquela monumental confusão e com a vizinhança estremunhada que se foi juntando na rua, o excelso comissário encarregue desta operação aproximou-se cá do Cidadão, observando com ar rubicundo...
a apanhar bonés!
-Que maçada! Pensei que o senhor tivesse dito ao telefone que tinha morto o ladrão!!! Evitava de mobilizar estes meios!


Ao que cá o Cidadão lhe respondeu...

-Não se tratam efectivamente de procedimentos enquadrados nos parâmetros normais? Supunha ter ouvido dizer que de momento não tinham recursos humanos nem logística disponível...
Qualquer semelhança desta crónica com a realidade, será pura coincidência.

sábado, 4 de dezembro de 2010

OSAMA BIN LADEN




OSAMA BIN LADEN


Cá o Cidadão abt detectou dois comunicados de 
أسامة بن محمد بن عود بن لادن,
 dirigidos aos portugueses...


Este comunicado em que se revela preocupado com a crise que atravessamos...
 
E este comunicado em que أسامة بن محمد بن عود بن لادن, nos manifesta o seu parecer sobre a introdução de portagens nas SCUT’S...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A REGENERAÇÃO




A REGENERAÇÃO

Como ousareis ter registado nas entranhas das vossas sapiências, se tocardes vários jericos ao mesmo tempo, algum vos haverá que ficar para trás... 
A bem do sossego de alguns e estranheza de bastantes, é precisamente isto que tem vindo a suceder nos últimos tempos cá com o Cidadão abt... 
??? Em funções de tocador dos gericos... claro está!!!
Na comemoração do dia em que lançaram o fidalgo galego pela sacada, este praça conseguiu uma réstia de tempo para digitar mais uma das suas crónicas meio maradas... esperançado que tenhais a imprescindível pachorra de a lerdes até aos fundilhos.
Se subirdes aos altos de Tubucci e assentares os vossos digníssimos traseiros nas ameias da Torre de Menagem que n'outros tempos levou com umas bombardas jeitosas, verificareis que em vosso redor tudo são paisagens... e constatareis que Tubucci vos fará recordar aquele bolo de chocolate esparramado que se foi depositando nas bordas do prato...

Pois bem, também na reinação de El Commandante, o cabeço tubuco sofreu uma sangria com mercadores e parte das cortes enviados ladeira abaixo, por forças ocultas nos dinheiros europeus condimentadas com as contribuições tubucas. 
Ruelas e praças foram alvo de maravilhosos recalcetamentos e outras tantas ficaram condicionadas ao trânsito rodoviário.
Das longínquas paisagens, as plebes deslumbravam-se com tanta dedicação vendo as suas freguesias mergulhadas em densas neblinas de marasmos... enquanto taxas e tarifas lhes eram resgatadas para os píncaros da tubuca reinação...

Entrementes El' Commandante passou os forais a Matri-Harka, sem antes levar com as dissidências consonantes dos roqueiros “The Independent’s” de Al-Ban, El Al-Banito que dando de frosques, passou o microfone ao firme mas inseguro yeswoman L’Arnês du Bauldrier, mantendo-se suspenso a um terço das alturas na ascensão aos poderes tubucos...
Al-Ban, El Al-Banito petrificado com o raio do feitiço durante a sua fuga a Matri-Harka!
Os tempos foram escoando e as cortes mudando... mas tal como os males que se houveram alojado nos conventuais graníticos dominicanos do Rio Pombal e em desprimor da criação de infraestruturas básicas essenciais e compatíveis com as magras reformas da maioria dos plebeus em geriátricas idades, também por Tubucci as estratégias permaneceram intactas... tal & qual como as do século vencido.
Com os fregueses calcorreando 12686 jardas ou sejam 7,21 milhas partindo da estalagem das carruagens, se quiserem vir-se aos passos da reinação tubuca e daí rumarem aos serviços municipalizados centralizados lá pr’ó Vale das Morenas, qual evocação às tropas napoleónicas que alcançaram estas paragens com as meias solas gastas até à peúga, 
...e umas quantas dezenas de plebeus das funções públicas do reino desfrutando o estrangulamento das acessibilidades ao atravessarem rotineiramente os seus charutóides pelo cabeço abaixo, sem antes passarem pelos centros de cogitação em demandas dos descendentes numa primeira fase e mais tarde sucedendo episódio idêntico nas artérias circundantes aos rebordos do prato com outras tantas centenas de paisanos,  porque a 200 metros do fim da Calçada do Paiol permanecem os resquícios da explosão que por lá se deu há um ano, deixando metade da desdita no estado de sítio a que chegámos...
...Orgulhosamente, por'li nada entra mas apenas sai, num lapso de tempo suficiente para a Madeira poder recuperar de duas tempestades em seus canais, enquanto por cá, os dinheiros de plebes e paisanos menos alcançam o fim do mês, em parte por mor dos tais impostos que lhes secam as algibeiras...
Neste contexto, vem Matri-Harka apostar na re-regeneração do centro histórico de Tubucci, ora vejam bem!
Uma re-regeneração tal, que visa receber as dezenas de arqueológicos e carolas que buscarão o paralelepípedo revestido a tela com uns quantos achados egípcios, gregos e mesopotâmicos lá dentro, conservados a ares condicionados!

Dizem os entendidos que daí em diante, Tubucci fará parte de uma Rota Internacional de Museus, à laia dos Caminhos de Santiago!

De momento, Tubucci encontra-se inserida numa rota internacional de gringos a dar com um pau, que lhe enche as medidas dos estádios!
A Rota do Basebol !!!
Nesses tempos, os tubucos terão oportunidade de conhecer o chicote do Indiana Jones ou os beiços da Lara Croft em carne e osso, sentindo-se protagonistas do grande filme Os Salteadores da Arca Perdida”!
Daí em diante os tubucos viverão felizes para sempre!

sábado, 20 de novembro de 2010

O PARÂMETRO NORMAL



«O PARÂMETRO NORMAL


O cidadão abrantino está preocupado, vive no medo, e faz de tudo para alertar as instituições competentes para actuarem.
Algumas já se mexem com bastante actividade, procurando soluções em todas as direcções o melhor exemplo é o Município através da nossa Presidente de Câmara.
Cidadão de carácter e valentia como o conhecido mestre Fernando Correia, que se movimentou às claras com o intuito de abanar consciências e por termo nesta loucura de violência que se alastra pela nossa cidade como uma doença sem cura.
Penso que o próprio Dr. Jorge Lacão, deveria intervir mais energicamente na Assembleia da República e no Governo pedindo uma actuação mais activa e séria no problema....é necessário vontade politica para combater esta "doença".
Um concelho com cerca de 40.000 habitantes, sem cinema, sem discoteca e com "meia" dúzia de bares, tudo porque não se põe cobro a esta onda de violência?
E pior ainda, é negada pela própria PSP! Eles têm medo?
Não digo que comprem um cão, mas no mínimo, escolham outra profissão!

No Semanário “A Barca” do passado dia 28 de Outubro, podemos ler vários artigos sobre segurança, mas o mais incrível é a declaração da PSP de Santarém.
O Comando da PSP de Santarém destaca em comunicado, apenas 2 situações de crime e mesmo assim, uma delas é só uma SUSPEITA (a qual até foi discutida em reunião da Câmara Municipal).

Podemos então concluir que:

- Assaltos diários a jovens para lhes roubarem dinheiro e telemóveis…são parâmetros normais.

-Agressões a pessoas em pleno dia à porta de casa…são parâmetros normais.

-Roubo de rodas a viaturas estacionadas na via pública…são parâmetros normais.

- Assaltos a viaturas estacionadas nas garagens dos prédios…são parâmetros normais.

-Assaltos a residências (alguns com as pessoas dentro de casa)...são parâmetros normais.

-Desordens e agressões no Parque de São Lourenço…são parâmetros normais.

-Assaltos e agressões a pessoas quando estão numa caixa de multibanco…são  parâmetros normais.

-Assaltos a farmácias…são parâmetros normais.

-Espancamentos a um dono de um estabelecimento comercial... são de um parâmetro normal.

-Agressão violenta a um agente da autoridade, dentro da própria esquadra da polícia, é um parâmetro normal.

-Agressão a outro agente da autoridade, obrigado a internamento hospitalar em estado grave, quando tomava conta de uma ocorrência de trânsito... é um parâmetro normal.

-Agressão violentíssima a uma equipa do INEM que socorria um familiar do próprio agressor... é um parâmetro normal.

-Assalto à cara descoberta e agressão a um cidadão perto do cemitério de Santa Catarina, que pôs o mesmo em risco de perder uma vista, com internamento hospitalar... é um parâmetro normal.

-Esfaqueamento mortal numa bomba de gasolina... é um parâmetro normal.

- Ameaças e tentativas de extorsão a um proprietário de um estabelecimento nocturno, novamente à cara descoberta... é um parâmetro normal.

-Agressão violenta a um militar (tenente-coronel) na discoteca Água Benta, que levou o mesmo a internamento hospitalar com a vida em risco... é um parâmetro normal.

-Inúmeras situações conhecidas de Bullying nas nossas escolas... são parâmetros normais.

-Seguranças privados de vários estabelecimentos a serem agredidos com internamento hospitalar... são parâmetros normais.

-Assaltos no centro da cidade a estabelecimentos comerciais, o Chave d' ouro foi o ultimo... são de um parâmetro normal.

Quanto ao patrulhamento apeado, está tão intensificado que, de cada vez que vamos à rua……até tropeçamos em polícias!!!
(Serão os parâmetros normais????)

Sr. Comandante da PSP de Abrantes, se para si vivemos numa cidade segura e sem violência, achamos que o seu emprego está em risco, porque o senhor não tem capacidade para ver o que se está a passar nesta cidade que se propõe segurar...

Ou também será um parâmetro normal?

Assuma a sua responsabilidade e mova os seus superiores a actuarem, não meta a cabeça na areia como a velha avestruz.

Tudo isto são parâmetros normais desde que aconteça aos outros.

…Talvez deixem de ser parâmetros normais quando acontecerem ao Sr. comandante, seus familiares e amigos, ou pior ainda, quando cair nos seus braços um caso grave de justiça pela mão do povo desta cidade de Abrantes que começa a estar farto de incompetências e de viver sob a sombra do medo...

Depois, esperamos que afirme:

-“Tuod aconteceu dentro dos parâmetros normais”.

Portanto abrantinos, não vos alarmeis!

Como dizem os nossos vizinhos espanhóis…

-NO PASA NADA.»
 Transcrição adaptada de correio electrónico em circulação

sábado, 13 de novembro de 2010

A PALHA


 A PALHA

Sendo um interessado pelas cenas de Abrantes, pese com uma vida repleta, este Cidadão abt consegue dedicar preciosos minutos à imprensa regional, dando uma vista d’olhos por tudo quanto é notícia do burgo e arredores...

No dia 12 de Novembro do corrente, chegou-lhe às mãos o jornal católico Nova Aliança que foi lendo página após página... ao atingir a oitava, este praça interessou-se pelo artigo que noticiava a participação da Pastelaria Tágide na Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes.

Seria notícia banal,  não fosse o caso dos doceiros Manuel Luís Correia e o filho Fernando Marques Correia... (não o confundam com o de "O Burrito", que é o Fernando Correia Marques),  terem confeccionado uma palha bué da grande!
Manuel Luís Correia com o seu ar circunspecto.
 Tão grande, tão grande, tão grande, que foi 100 vezes maior do que aquela que se nos depara encaixada numa forminha de papel frisado!
Manuel Luís Correia de plantão à sua palha...
 Bem podia a edilidade tubuca ter-lhe patrocinado a candidatura ao Guiness Book!

Foi uma cena tão marada que até a Radiotelevisão Portuguesa e o Júlio Isidro cá vieram meter o nariz!
Pronto!

 Se quiserem saber o resto da notícia, leiam o jornal ou clikem sobre a imagem que se segue!
O que leva cá o Cidadão abt  encomendar uns bitáites à notícia veiculada por este quinzenário regionalista foi o facto do autor, de sua graça Ricardo Silva a concluir, afirmando que a Pastelaria Tágide em Rossio ao Sul do Tejo, é esposa de um embaixador!!!
Fónix!
 Será que o Rossio ao Sul do Tejo é embaixador e a Pastelaria Tágide contraiu matrimónio com o dito cujo... sem nos anunciar?
Dããã!!!
Sai uma dose de palha, por favor!

Se não foi o caso e a Pastelaria Tágide representa a região de Abrantes ao mais alto nível além fronteiras, estamos perante uma meritória embaixadora do Rossio ao Sul do Tejo e não perante uma "embaixatriz"!

Caro Ricardo Silva;
Desde o século XIV com as Dominicanas do Convento da Graça até aos dias que correm velozes, já foram passados os anitos suficientes para nos desprendermos dos espartilhos falocêntricos e acabarmos com machismos exacerbados, atribuindo o seu a seu dono!
Apresentando os parabéns aos recordistas de quão doce palha, assim termina mais uma crónica marada deste atento cidadão de Abrantes.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

OS SENTIMENTOS


OS SENTIMENTOS

“A cidade de Abrantes vive confrontada com um sentimento generalizado de insegurança.
São as mais recentes e sábias palavras proferidas pela estimada Matri-Harka, la numberOne desta reinação tubuca!
 Cá o Cidadão abt sugere que a autarquia contrate equipas de psicólogos, alugue as instalações do cinema no Centro Comercial Millenium e convoque a população de Abrantes para nelas assistir a sessões colectivas de psicoterapia afim de lhes dar cabo do estigma da insegurança e lhes exorcizar quão vil sentimento.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

IN SEGURANÇA PASSIVA


IN SEGURANÇA PASSIVA


Tanto no contexto urbano como em ambiente rodoviário, por Tubucci vivem-se tempos de in segurança passiva...

sábado, 2 de outubro de 2010

AGUENTABRANTES




AGUENTABRANTES

Nos últimos dias o juízo cá do Cidadão abt  vem sendo atentado por diversa correspondência digital e assediado em conversas de café, onde lhe é ventilado que ,a facturação da água nos é apresentada por estimativa num determinado mês do ano, levando a que a SMA-Ambientabrantes reponha e facture no mês seguinte, os valores reais do consumo efectuado.
Se bem reparem, directa ou por portas travessas, esta SMA-Ambientabrantes dá-nos muito que falar e até, escrever!

V.O. (voz-off) Explica-te melhor, se fazes o favor.
C.P. (cabecinha pensadora) Suponhamos que um freguês consome 5m3 de água em Junho e outros tantos 5m3 de água em Julho.
Vencido o Agosto, a SMA-Ambientabrantes apresenta-lhe um valor de consumo por estimativa compreendido nos tais 5m3, baseando-se nos consumos efectuados nos dois meses anteriores, porque o senhor leitor-cobrador esteve de férias... mas na realidade, porque a famelga regressou ao lar materno afim de curtir as merecidas férias e, como herdou os hábitos de higiene dos papás, nos banhos matinais e nocturnos destes meses de suadas canículas o contador do utente dos SMA Ambientabrantes apresentou um gasto de 15m3 de água! Se em Setembro a famelga aguardar pelas colocações académicas e profissionais... e o consumidor insistir no usufruto de outros tantos 15m3, é precisamente nesse que a SMA-Ambientabrantes lhe crava o galho, fazendo-lhe o acerto do diferencial em falta consumido em Agosto, ou seja, ser-lhe-ão cobrados os quilolitros gastos nesse mês... portanto, para além dos 15m3 de consumo real ser-lhe-ão acrescentados os tais 10m3 que lhe deveriam ter sido facturados no mês de Agosto!
V.O.-C’um catano!!!
C.P. – Tudo isto estaria correcto, não fosse o caso das tarifas do metro cúbico de água estarem tabeladas por escalões.
1º Escalão [1-5m3] – € 0,6900 + 6 %IVA
2º Escalão [6-15m3] – € 0,8200 + 6 %IVA
3º Escalão [16-25m3] – € 1.1890 + 6 %IVA
4º Escalão [+de 25m3] – € 1.2710 + 6 %IVA
Na prática, a SMA-Ambientabrantes transferiu os tais10m3 de Agosto para Setembro, que, efectivamente enquadrados no 2º escalão à ordem de €0,8200 + 6%IVA por m3, totalizando € 8,692 ,os promove ao 3º escalão, ao preço de €1.1890 + 6%IVA por m3, perfazendo uns módicos € 12,6034...
Conclui-se que as férias do leitor-cobrador, para esse desafortunado consumidor se importaram em € 3,9114...
Este ensaio é baseado na média de consumo de um freguês doméstico, pois outros haverão cujas discrepâncias de valores se transferirão do primeiro ou do segundo, para o quarto escalão!
É um valor insignificante perante o ordenado auferido por um Presidente de um Concelho de Administração ou qualquer outro gestor de entidade reguladora, acrescidos de alguma reformazinha, por exemplo de vice-presidente de qualquer outra instituição de utilidade pública sem fins lucrativos, ou confrontados com os aproximados 22.689 fregueses da SMA-Ambientabrantes!
Passemos à fase seguinte, em que o consumidor reclama junto aos prestimosos serviços desta institucionalizada empresa!

V.O. – Como se sairão os senhores administradores?

Irra que o voz-off é um chato do camandro!
Aqui, houve que agradecer a colaboração do utente que facultou uma das respostas prontificadas, depois de efectuada a respectiva reclamação junto dos SMA-Ambientabrantes, do qual e por condição, se omite a identidade.
C.P. – Uma nega redundante é o que receberá prontamente do lote 65 da Via Industrial 1 do Parque Industrial de Abrantes, baseada a alínea a) do nº1 de um tal artº 34º, do REGULAMENTO DO SERVIÇO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA AO CONCELHO DE ABRANTES”, deixando o freguês completamente...
V.O.-zá-zá!
C.P. – Se o consumidor lavar as vistas no tal regulamento, irá constatar que esse artigo é complemento do nº 3 do artº 31º que reza o seguinte:
“Nos meses em que não seja possível a leitura por causa não imputável aos SMA, pode o consumidor comunicar aos SMA o valor registado. Se o não fizer, será considerado o consumo médio mensal calculado nos termos do artigo 34º deste regulamento.”

Sendo a causa imputável aos SMA-Ambientabrantes, posto que ausência da leitura se dever às férias do senhor leitor-cobrador, terá que ser tratada nos conformes dos nºs 1 e 2 do artº 31º, que rezam assim:
1 - A periodicidade normal de leitura dos contadores pelos SMA, é mensal.
2 - Uma vez por ano não haverá leitura, devido ao período de férias dos leitores-cobradores, em cada ano oportunamente divulgado. No mês seguinte será feita a leitura, dividindo-se o consumo, para efeitos de determinação dos escalões de facturação, igualmente pelos dois meses a que se refere.
Como para bom entendedor meia palavra basta, os cozinheiros do regulamento só terão que comunicar atempadamente aos consumidores, sobre qual o mês em que a factura lhes é avançada sem as taxas de cobrança do consumo de m3 de água por ausência do respectivo funcionário e no mês seguinte, a leitura real será dividida em duas parcelas, equitativamente por cada escalão, ou seja:
2x o1º escalão de Agosto e Setembro.
1º Escalão [1-5m3] – € 0,6900 + 6 %IVA
2x o 2ºescalão de Agosto e Setembro.
2º Escalão [6-15m3] – € 0,8200 + 6 %IVA
2x o 3ºescalão de Agosto e Setembro.
3º Escalão [16-25m3] – € 1.1890+6 %IVA
2x o 4ºescalão de Agosto e Setembro.
4º Escalão [+de 25m3] – € 1,2710 + 6 %IVA

Ainda assim a coisa não ficaria a 100% mas ia ao encontro do regulamentado!

V.O. E... como sucedia nos anos transactos?

C.P. – Se o consumidor reclamasse, os serviços faziam-lhe os acertos nos meses seguintes de modo a minimizar o inflacionamento das contas.

V.O. – E... não é o que acontece no presente ano de 2010?

C.P. – Não! 
Além de lhe mandar com o artº34 para os queixos, o Senhor Presidente do Conselho de Administração dos SMA-Ambientabrantes alega que, ao detectar uma discrepância de valores na factura, poderá o consumidor, comunicar atempadamente a leitura correcta do consumo de água sob pena de perder qualquer direito alteração da facturação liquidada na data transacta! E se o freguês se encontrar ausente por meia dúzia de dias? 
E se o utente autorizar o débito automático na conta bancária? 
Consequentemente, essa comunicação da leitura do contador aos SMA-Ambientabrantes não se trata de uma obrigação do munícipe mas de um mero princípio, porque efectivamente nem se reporta "a causas não imputáveis aos SMA-Ambientabrantes"... vejam bem!
Na prática, o responsável pelos serviços quer incutir no consumidor a idéia da obrigatoriedade de se fazer substituir aos serviços do leitor-cobrador, sob pena de ser penalizado na taxação do quilolitro, caso não o faça!
Fantástica esta prepotência em que o consumidor é tratado como um ser lerdo, subjugado aos poderes autárquicos!
V.O. – Isto, quem cala, consente! Ah! Pois é!