.

.

Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que a sua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os seus objectivos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, adormecidas... ou anestesiadas por fórmulas e conceitos preconcebidos. Embora parte dos seus artigos possam "condimenta-se" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade com libertinagem de expressão" no principio de que "a nossa liberdade termina onde começa a dos outros".(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico e por vezes corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausadamente, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas análises, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell).Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de blogues a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, o que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão com alguma delas... mas somente o enriquecimento com a sua abertura e análise às diferenciadas ideias e opiniões, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais e válidos para todos nós, dando especial atenção aos "nossos" blogues autóctones. Uma acutilância daqui, uma ironia dali e uma dica do além... Ligue o som e passe por bons e espirituosos momentos...

domingo, 21 de setembro de 2008

Paulo Alves

“Paulo Alves”

Um blogue em gestação… a equipe do Cidadão colaborou… emprestou os conhecimentos técnicos, só não emprestou a “Bola de Cristal”… Se quiseres ajudar alguém, “não lhe dês o peixe mas, ensina-o a pescar”. As nossas ideias poderão coincidir ou… as nossas ideias poderão divergir mas… isso é irrelevante… daqui para a frente, o importante é seguires o teu caminho. AGORA, FORÇA! BITAITA PARA AÍ!

BEM-VINDO Á GLOBOSFERA!

PARABÉNS


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

AQUI HÁ PARDAL...



AQUI HÁ PARDAL …

A pedido de “várias famílias” e porque o post onde este comentário estava inserido ficava muito lento e pesado, o Cidadão resolveu transformá-lo em outro post. Aqui vai!
Hum...Aqui há Pardal... O Cidadão resolveu deixar livre o Post anterior, "O NOIVADO" por princípio, e para quem quiser enviar mensagens aos passarinhos... decorrido um período de tempo de incubação, resolveu finalmente, feed-bekar com o comentador do post anterior... Primeiro recorreu ao método maiêutico e à introspecção, sem sucesso... de seguida foi consultar a velha Bola de Cristal...que reside no seu sótão. Esta começou por lhe mostrar a chaminé da sua própria casa com um ninho... de Pardais...aqui, o Cidadão passou-se e deu-lhe duas lambadas... vociferando:"ah! Sua p*#ta, (xô, sai daí, gata Cristie, que me atrapalhaste o teclar)… vê lá, não gozes cá com o Cidadão, senão vais parar ao caixote do lixo!!! E não é que a gaja, depois de ver jeitos de baldear da mesa atoalhada a negro, direitinho ao chão, começou a mostrar imagens mais sérias? Primeiro a "Turma da Mônica"... depois o "Professor Pardal", a seguir os “pincéis e trinchas Pardal”… as "Tintas Pardal"... hum... olha lá que o Cidadão não é para festas... quando fica com os "azeites"... o Cidadão voltou a ameaçá-la... "olha vê lá, vê...que te parto toda!"...e ela com uns tons amarelados... talvez o sorriso maroto... lá mostrou um castelo dos Templários... com um cavaleiro fantasma...arrastando umas correntes… o numero VII no elmo... o cavaleiro saiu do castelo em noite de lua cheia, foi cavalgando... no seu cavalo mascarado e brilhante, pelos trilhos fora, até chegar a uma encruzilhada, em zona de pinhal... a meio de uma encosta... era noite escura... os raios de luar traçavam as pernadas dos pinheiros, por entre a neblina... projectavam-se no solo coberto de caruma... ali, surgiram-lhe sete Fadas... uma delas... que disse chamar-se Madalena... com uma varinha mágica de sete estrelas numa das pontas... indicou-lhe um caminho lá mais para o cimo do monte onde encontraria uma Igreja... só, num ermo... o vento assobiava pelas copas das árvores... pelo campanário... brisa fria e cortante...e encostado ao pórtico dessa Igreja, achou um pote de barro com cem moedas... brilhando com a luz do luar... depois de as deixar escorrer, fascinado, pelos intervalos dos dedos... reparou que eram soldos!
Ah! Ganda bola de cristal! Sempre funcionas! Poças!
Daí, o Cavaleiro Templário rumou a uma aldeia bem perto... apeou-se da sua montada, entrou numa tasquinha com balcão rústico, corrido, e tampo de madeira... deparou-se com uma taberneira roliça e forte, de sorriso franco, que lhe apontou umas escadinhas ao canto da taberna... subiu as escadinhas estreitas, também em madeira… rangendo… até um piso superior... sentou-se numa mesa... não... não era redonda como a Távola... era corrida e acompanhada de bancos pequeninos, em madeira... com pratos e copos de barro, decorados... mandou vir sangria, ovos cozidos e chouriço assado a acompanhar... Pão alvo... olhou em volta… reparou na decoração da sala, revestida a madeira, com janelas pequeninas e quadriculadas... nas paredes, quadros alusivos aos "Folie Bérgére" e ao "Moulin Rouge", entretanto a taberneira surgiu ao cimo das escadas… cabelos ondulados, longos e soltos adornavam um rosto rosado… pendendo sobre uns seios volumosos e hirtos… bem torneados e… semi desnudados… até onde termina a realidade e começa a imaginação… esboçando um sorriso cúmplice,a taberneira debruçou-se suavemente sobre a mesa… com olhar matador, depositando sobre ela… um jarrão!... Aqui, o cavaleiro, de olhos esbugalhados, teve uma visão fantástica!!! Ah!
O Graal!!! Pareceu-lhe ter avistado o grande Graal!!! Mas não… era apenas uma jarra em barro, decorada com os mesmos desenhos da restante louça… contendo dois maravilhosos litros de sangria! E á sua roda... os sete amigos! Se um destes amigos for o "tal" Pardal… então vamos ter muito que conversar e reviver! Se este Pardal não se encontrar no grupo dos sete cavaleiros, então, seja bem vindo quem vier por bem e... "Traga Outro Amigo Também!"
O trabalhinho de literatura é dedicado ao Pardal, seja ele quem for!
Resta decifrar este enigma dos Templários... mas só se o ciberleitor, possuir o "mapa do passado"!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O LIVRO



O LIVRO
Num dia destes, o Cidadão deparou-se com um caixote de cartão, alto, em tons azul e branco, de bocarra aberta, que, acompanhado de uns dizeres, convidava os transeuntes a depositarem nele, os seus livros ou manuais escolares, propondo serem ressarcidos até vinte por cento do valor de capa, caso esses livros se encontrassem em bom estado de conservação… o Cidadão parou, e perdeu-se em profundos pensamentos ao tomar consciência de tão vil proposta… porque, para o Cidadão, um livro, por mais amassado, velho e gasto que se encontre, contém pelo menos duas mensagens… a implícita no seu contexto, que poderá ser apresentada em prosa, poesia, ficção, ou de conteúdo técnico ou didáctico… científico, filosófico, teológico, estórico ou histórico, ou um banal manual escolar… e a outra mensagem… aquela da relação entre o livro e o seu detentor… os simples apontamentos durante as aulas, descarregados apressada e desajeitadamente nas suas páginas… a divagação de um esboço fantasioso elaborado durante uma lição mais massuda e desinteressante... uma paixão de adolescência rabiscada no segredo das suas entranhas… em forma de corações acasalados com as iniciais dos apaixonados ou divertidos bonequitos… a intensidade do momento em que se leu uma obra mais profunda e elaborada… conjugada com a situação social do país ou acontecimentos de relevo, emoções… traz a todos nós, memórias… e as memórias são como os filmes…mas revivem-se sem se verem… são flasches do passado… e esses livros… a sua indução! As memórias rebuscadas nas capas desses livros, no interior desses livros, quanto mais rabiscados… ou, por mais antigos ou envelhecidos estejam, mesmo amarelecidos pelo tempo, com as páginas descoladas ou lombadas desfeitas e amassadas… minados pelo caruncho… ou colados pela humidade… são sempre memórias… e as memórias valem milhões… o Cidadão tendo livros desses, de quando em vez olha para eles… um a um… e vive profundamente o seu interior… e sente a sua alma… a sua… e a dos livros… se é que você, ciberleitor já descobriu que os livros também têm vida… e desta forma, o Cidadão sentiu enorme desconforto quando um caixote se cruzou no seu caminho convidando-o a despejar no seu ventre, pedaços do passado… sentiu-se mal… mesmo muito mal… e questionou-se… se ali depositasse os seus livros… Os Cinco, o Astérix, o Tintin, o Luky Luke… as histórias aos quadradinhos… todas as aventuras, todos os sonhos, e todos os outros que o enriqueceram e o acompanham pela sua vida adiante… os manuais escolares que ele carregou na mochila durante anos… e os mais maduros e sérios que ajudaram a formar a sua personalidade… despejaria naquele ediondo caixote azul… parte da sua alma… e histórias da sua vida… seria um traidor de si próprio… e nunca mais se perdoaria a si mesmo… NÃO! Não lhe peçam uma coisa dessas! E o Cidadão entretanto, vai-se recordando… do primeiro livro que leu… tinha seis anos de idade… noutras paragens longínquas… lá nos confins da mamã África… deitado na sua cama… num pequeno quarto…afinou a vista pois à noite, a luz era fraca e difusa… habituou-se a juntar as letras… depois as sílabas… começaram a ter significado… de seguida passou a formar palavras… não podia crer!... as frases!… as frases faziam sentido… as frases tinham significado… e associavam-se às imagens que as acompanhavam… parecia magia! Parecia um sonho… e o Cidadão começou a ler de seguida… tudo direitinho… pensou no significado do que tinha acabado de ler… leu mais um pedacito… voltou a parar!... E um novo mundo se abriu para ele! 
O texto começava assim:
“Era uma vez um lobo.
Como o lobo feroz… Fujam, aí vem o lobo!
Tinha dentes de lobo,
Os olhos a luzir…Como o Lobo feroz.
Mas…
Não fazia mal a uma mosca, coitado!
Com ele os três cabritinhos viveriam em paz.
E era uma vez, também,
Um menino perdido e só no mundo.
Nada metia medo àquele herói de palmo e meio.
Ora, certa manhã,
O lobo e o rapazinho
Encontraram-se á beira de um caminho.”
O Cidadão respirou fundo… de consolo… e veio-lhe um intenso cheiro ao velho papel do livro… ou da tinta das ilustrações… mas neste momento… sim no momento em que escreveu este texto… que o ciberleitor está a ler… veio-lhe novamente esse aroma… intenso… o mesmo aroma dos seis anos… olha para o lado… sente dificuldade em prosseguir com a execução do texto… porque a emoção é forte… tem esse livro à sua esquerda… junto às teclas do computador… e parou por um bocadinho… de escrever… porque a memória é forte… a memória está viva… e recorda-se de quem lhe ofereceu esse livro… foi o padrinho… sim, e o álbum ilustrado intitula-se: “O lobo meu amigo”, texto de Marcelle VÉRITÉ e ilustrações de Philippe SALEMBIER da editora VERBO INFANTIL, edição nº 340.
Foi nesses seis anos que o Cidadão começou por construir ideias…
Agora imaginem, despejar no livrão azul, esta preciosidade… e ficar ali, misturado com tantos outros, no anonimato… aguardando que uma máquina o trucide… e imaginem também, cada livro, cada álbum, uma história… diferente… não só a contida… mas a outra… a vivida!
Afinal, quem terá a coragem de despejar assim, num caixotão… retalhos da sua vida? Só mesmo uma pessoa a quem os livros lhe causaram estorvo e peso dentro da mochila! Só alguém que precisou de uns metros deles para preencher um espaço vazio na estante da sala… dá assim… um ar mais intelectual… Só mesmo gente envolvida num mundo materialista, para quem, um livro não passa de um subproduto da madeira com umas coloridas tisnadelas, distribuídas armoniosamente pelas páginas de todo ele! Só de alguém que, mesmo virtualmente letrado é insensível aos valores humanos…
E sabeis que mais? Há seres humanos tratados como esses livros… servem para embelezar as estantes e preencher os espaços vagos de outros seres humanos… e com o seu uso vão ficando completamente amassados, rabiscados e esfarrapados… e depois das suas lombadas perderem consistência… e das suas páginas se começarem a descolar… depois de se fartarem deles, outros os jogarão fora, fria e impiedosamente…
No caixotão azul!
 

domingo, 7 de setembro de 2008

PÉTER BESENYEI


PÉTER BESENYEI

Piloto acrobático, de testes e instrutor de voo… nacionalidade Húngara, com 52 anos de idade… tez enrugada e envelhecida… mas no seu interior… Um exemplo para muita gente! Um exemplo pelos seus reflexos, um exemplo pelo seu arrojo, um exemplo pela sua jovialidade, um exemplo pela sua alegria contagiante…um exemplo… pelo prazer e pela felicidade com que desempenha as suas tarefas… e mesmo que não ganhe as provas, já ganhou, á partida! E também dá a ganhar àqueles que, apesar de bastante mais novos, arrastam dentro de si, espíritos completamente envelhecidos, se, evidentemente, lhe seguirem o exemplo.
Ah! E não é necessário “voarem”!
 

sábado, 6 de setembro de 2008

DITAS DURAS



DITAS DURAS

Numa sala pintada de branco, despida de qualquer adereço, foi colocada uma mesa quadrada, em pinho crú, e no centro desta, um copo meio de água. Junto á mesa, posicionou-se um banco, também espartano, da mesma madeira, onde, á vez, se sentaram dois homens. 
O primeiro ficou durante cinco minutos a olhar para o copo meio de água, isolado na sala… de seguida executou-se o mesmo com o segundo homem… foi-lhes pedido, á posteriori, que cada um deles, também isoladamente, descrevesse o que tinha visto… O primeiro homem disse ter visto um copo meio vazio de água… enquanto que o segundo homem disse ter visualizado um copo meio cheio de água… e o copo era o mesmo… e a quantidade de água…também igual… De seguida, informaram-se os dois homens, ainda separados um do outro, que durante doze horas nada beberiam e só decorrido esse tempo é que desfrutariam apenas da água … que tinham no copo! O primeiro, ao alcançar o copo, ingeriu a água toda de um só trago! Enquanto que o segundo homem, ingeriu apenas metade da água existente no copo! E porquê? Porque, para cada um deles, a mesma situação tinha uma representação diferente!



O tempo das ditaduras terminou? A ditadura do Estado totalitário, sim! Embora ainda haja quem pretenda afirmar as suas, tentando manipular a opinião pública de acordo com um ponto de vista mais ou menos utópico, evidenciando as situações negativas e omitindo as positivas, estratégia contemporâneamente bastante utilizada pela comunicação social com o intuito de vender eficazmente o seu produto ou seja, a informação.
Mas existem as outras ditaduras… a ditadura das modas e a ditadura das marcas! Formam-se tribos em volta de uma marca de roupa! E cria-se divisionismo entre essas tribos, pura e simplesmente porque vestem marcas diferentes…marcas de marca… e marcas das marcas de marca…compradas dez vezes mais inflacionadas do que as suas congéneres que são só de marca… ao ponto de formarem os seus grupos como “os Betinhos”, “os Nikes”, “os Adidas”…”os Rastafaris”,”os Dreeds”, “os Góticos”, etc… Vestes que se rejeitam, depois de passada a época daquele corte ou daquele padrão! Há lugares e bares frequentados e seleccionados por estas tribos! Dá-se importância ás noites, em detrimento do dia! Chama-se a isto, segregação e divisionismo! O que não é saudável em qualquer sociedade…Observarão que será próprio do crescimento do ser humano… da idade do armário…será uma fase da adolescência… muito bem… agora vamos crescendo… e vejamos… a ditadura continua…Investe-se na marca e no modelo do automóvel, uma lata de preferência melhor do que a do vizinho, mas sem piscas nem travões… onde se satisfaz o ego… mete-se a família dentro e fazem-se competições…e serve para se vencerem batalhas em vez de se vencerem distancias… porque o meu tem mais cavalos do que o teu… mas por vezes perdem-se essas batalhas…e volta a investir-se… no modelo mais á frente porque o outro já está ultrapassado! Investe-se na marca e no modelo do telemóvel, que toca invariavelmente no restaurante, a meio da refeição… e se atende com garbo… e uma certa ostentação!
-Ttralará lará trá tá… tchim pum!” Canta o telemóvel.
“-Tou… cinho?!”
E os admirados e os invejosos, contemplam o aparelho…não dos dentes… mas o telemóvel, poças! Aliás o telemóvel é o único apêndice que o homem cobiça possuir do tamanho mais pequeno! E volta-se a investir… sem necessidade, num modelo ainda mais pequeno e avançado! Investe-se na dimensão da habitação… multi-chaminés…. Com janelas tipo fenêtres… e jardim para se esticar… Investe-se na sofisticação das férias, por quinze dias…
“-Onde vais passar as férias? …”
A Cancún, á Polinésia, ás Caraíbas ou ao Brásil…ao Afeganistão?! Isso é que não!
”- Oh! Que sítio tão chic! E foi carooo?!”


Percorrem-se centenas de quilómetros ao fim de semana para nos embrenharmos nos Templos…de consumo! E nos hipermercados procuram-se os produtos de marca… aqueles da publicidade na televisão… mas isto durante as primeiras semanas do mês… Porque nesta sociedade de consumo mais vale parecê-lo… quando não se consegue sê-lo! E cobiça-se! Cobiça-se tudo! E não se resiste ao impulso! Depois segue-se o sintético e o artificial! Investe-se nas faces recauchutadas, nos seios insuflados e…nos cartões de plástico! De crédito, de débito, oferecidos de mão beijada! O dinheiro de plástico… Esse dinheiro fácil de alcançar! Ao pé dos electrodomésticos, nos stands, nas agências…tropeçamos nele! Há crédito para isto e crédito para aquilo! E parece oferecido… mas será bem vendido…esse vil metal! E quem não tem dinheiro não tem vícios, mas quem dinheiro tem… vícios arranja! Olha-se para o próprio umbigo…Satisfaz-se o ser, valoriza-se o materialismo, vive-se para o presente e para o momento…, não se olha o futuro… não se fazem contas…Responde-se automaticamente aos impulsos consumistas…
“- Olha, levamos o LCD! Ou o plasma?!
Já está ultrapassado!!! E é tão fácil levá-los para casa! E fica-se investido! E as tribos continuam… agora as do futebol, a tribo do Benfica, a tribo do Sporting, a tribo do Porto e outras tantas tribos…e vem a mobilização nacional! E fazem-se pinturas de guerra! Erguem-se bandeiras, cantam-se Hinos, pára o País, encharcam-se os fígados com cerveja e degladiam-se as pessoas! Desporto de massas… entretenimento para o povo! Vem a política! Discutem-se pensamentos, impõem-se ideias, erguem-se bandeiras, oferecem-se brindes, fazem-se promessas, Ilude-se o povo… bebem-se copos de vinho… e …degladiam-se as pessoas e no final da competição…ora bolas, são todos iguais! Chega-se ao fim do dia. Entra-se em casa… aguarda-se pelo jantar…ralha-se com as crianças e…discute-se com a Mulher…dá-se porrada… se preciso for… Porque a Mulher se quer submissa…e sem opinião…Deita-se e ressona-se…ressona-se alto…enquanto a Mulher…ouve…e chora… chora em silêncio… sim porque é próprio das Mulheres…
Chorarem…
Em silêncio!
E das Mães…
Chorarem em silêncio!
- Filha!!! Mas o que foi que te aconteceu?!”
“-Caí do escadote… enquanto limpava o tecto…”
E você?
Sim, você que está a ler… já ouviu isto em qualquer lado?!... Ou num lado qualquer?


Só nos primeiros oito meses deste ano perderam a vida, trinta e cinco mulheres, vítimas de carícias domésticas!



Chega-se o fim do mês, dos meses... dos anos…E vêm outras ditaduras, outras repressões… as ditaduras dos créditos de mão beijada! Os tais de mil sorrisos e duas mil facilidades… que agora cobram os juros…altos… e os juros dos juros…altos… e os juros dos juros dos juros…altos! E tudo porque…”os olhos foram maiores do que a barriga!” E esses, as vitimas destas ditaduras, passam a servos dos bancos e a escravos do consumo! Desfazem-se dos lares, desfazem-se dos carros, desfazem-se das esposas, desfazem-se dos filhos, desfazem-se das famílias… desfazem-se as famílias… e, enquanto alguns… ficam com as vidas desfeitas… outros se desfazem das próprias vidas! Uns entram em becos sem saída… outros desesperam…e procuram saídas diferentes… e a violência sai para a rua!
Porque vivemos numa sociedade materialista e ditada de consumismos!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O NOIVADO

O NOIVADO


Já se passaram alguns dias… e a ressaca também…os pensamentos foram surgindo e a ideia foi nascendo… e as ideias são como os frutos de uma árvore. Primeiro nasce uma flor… muito pequenina, na ponta de uma galha… essa flor vai crescendo… a certa altura, as pétalas caem e fica apenas um pequenino botão… esse botão continua a crescer, tornando-se adulto até que se transformará num fruto… esse fruto no início está verde, mas com o decorrer dos dias e com a Luz do Sol, vai amadurecendo…resiste a ventos e a tempestades… até que chega a altura de ser colhido… mas se esse momento passar, o fruto amadurece demais, cai no chão e apodrece… depois jamais se aproveitará! Assim são as ideias. Têm um tempo exacto para serem colhidas… se forem colhidas cedo demais, tornam-se intragáveis, pois estão verdes, e se forem colhidas tarde demais, não se aproveitam porque ficam velhas e podres! E como as ideias… assim são vocês, NOIVOS, a quem dedico estas palavras…Também vocês percorreram um caminho parecido com os frutos de uma árvore! Foram colhidos na hora certa, um para o outro…

Um Sábado de Sol, numa Igreja no alto de uma serra, no centro de uma linda aldeia… numa Igreja simples e despida, que um Padre celebrou o Vosso matrimónio! Um Pároco idoso, clamava com voz fraca e tremida… o Vosso matrimónio… e o microfone nada ajudava… os flasches estreluzindo… senão bem quando o Pároco pediu que suspendessem as fotografias… talvez porque lhe perturbassem a visão… não a deste Mundo, mas a da leitura… e porquê, um Padre tão idoso a celebrar este matrimónio? Simplesmente porque Ele tinha acompanhado o crescimento da Noiva e da sua família… logo só poderia ser Ele, a celebrar este matrimónio…. Com outro não teria o mesmo significado… seguiu-se o arroz e as fotos de família! Continuou-se com a mesa… mesa farta…mesa diversificada…festa composta… e os convidados, simples, no bom sentido, no saber ser… e no saber estar, alegres, gente gira, fizeram a festa ainda mais bela… e bela ia a Noiva, de creme vestida até aos pés, olhos negros de azeitona, sobrancelhas escuras, cabelos longos e esguios, com um sorriso feliz e sincero… uma Moira encantadora, como sempre o foi! Uma menina linda, em quaisquer circunstâncias. O Noivo, moço feliz, pudera, com uma noiva assim… de fato escuro… e colete a condizer…, pêra russa e aparada, atendia ás “exigências” dos convidados… Numa mesa redonda, a “Tuna”, rapaziada alegre e barulhenta, de escuro vestida, animava todos os momentos da festa! Buzina a gás pressurizado marcava o compasso e separava os espaços vazios!

Noutra mesa, decerto redonda, decorada por lindo castiçal, um vasto grupo de raparigas, autênticas bonecas, competia com a rapaziada na alegria e nas claques…gente engraçada, também! E a tarde foi correndo…passeou-se de charrete… A charrete destinada aos Noivos foi desfrutada pelos convidados… e o Sol desceu suavemente… e a noite foi envolvendo a felicidade… e já ia alta, quando aconteceu o momento mais belo e ternurento destes momentos…durante um simples Karaoke, os Noivos dançando sozinhos…ao ritmo de um slow… cantava Ele, com um braço envolvendo a sua Amada e a outra mão segurando o microfone, a melodia “Deixa-me Olhar”... o ponto alto, e emocionante… sem dúvida… pois todos apreciavam com muita atenção… profundos… se calhar, pensando no mesmo… ao que me leva a escrever estas letras…”nunca tinha estado num casamento assim, tão genuíno, tão giro, tão simples, tão sincero, tão vivido, tão profundo e tão intenso!”

A noite foi correndo..- envolvendo os convidados com o seu suave manto de sono… Parabéns para os Pais da Noiva! Parabéns aos Pais do Noivo, todos tão felizes!

QUE DEUS ABENÇOE ESTE CASAL, E QUE ASSIM SEMPRE SEJA… POR TODOS OS CAMINHOS DA VOSSA VIDA!


Noites sem ti
Onde eu me perco
Procuro por mim
Na paixão do incerto
E saber que me amas
Mas mesmo assim
Basta pra ti
Dizeres que sim
Mesmo quando eu vou
Gostares de mim
Pelo o que sou

Deixa-me amar
Deixa-me perguntar
Se gostas de mim nas noites
Que eu passo sem ti

E sempre que eu te vejo
Perco-me na luz da noite
E sempre que eu te beijo
Fico sem medo do som
Noites sem ti
Onde eu me perco
Procuro por mim
Na paixão do incerto
oh oh
E saber que me amas
Mas mesmo assim
Basta pra ti
Dizeres que sim
Mesmo quando eu vou
Gostares de mim
Pelo o que sou

Deixa-me amar
Deixa-me perguntar
Se gostas de mim nas noites
Que eu passo sem ti

ESTE POST SIGNIFICARÁ POUCO PARA MUITA GENTE, MAS SIGNIFICA MUITO, PARA POUCA GENTE!

domingo, 24 de agosto de 2008

AO CAÍR DOS PANO

“AO CAÍR DOS PANO”


A festa foi linda, pá! O espectáculo foi grandioso, os Chineses são imaginativos, muito trabalhadores e laboriosos… assim como as “formigas no carreiro”… incansáveis para agradar ao Mundo! Quanto á comitiva dos Tugas, nos primeiros dias foi-se o mosto e ficou a nata! E que nata! Mesmo aqueles que não conseguiram alcançar os melhores lugares, merecem o reconhecimento de todos nós, pelo trabalho, pelo esforço, pela persistência, pela dedicação, pela luta, e…por acreditarem! E acreditar, é, também, TER FÉ! Pela modéstia e pela sua humildade! Porque parece que a Fé, a modéstia e a humildade andam de mãos dadas! Porque a HUMILDADE VALE PRATA! Porque a HUMILDADE VALE OURO! Mas a conquista também vale pela realização e satisfação pessoal! E do todo, foi lindo ver o encontro de raças, povos e culturas, credos, convicções políticas, todos unidos, num lindo e fraterno convívio! Aliás é este um dos princípios dos Jogos Olímpicos… e ainda, MAIS FORTE, MAIS RÁPIDO E MAIS LONGE!

Quanto á festa, correm-se os panos, apagam-se os holofotes, desligam-se as luzes…desmontam-se os cenários, arruma-se a tralha! Arrecada-se o dragão de papel… e volta a escuridão… fica uma melodia triste…muito triste mesmo! Regressarão às suas vidas… E tornará tudo ao mesmo?

Ou será agora que a China abre a sua mente e o seu coração atendendo aos Direitos Humanos?

A Gata Cristie

A Gata Cristie
Estava aqui o Cidadão e consultar a blogosfera quando a gata se aproxegou, saltou-l´*hºe para o colo, o Cidadão enxotou-a, e ela voltou ao mesmo, voltou a enxotá-la, se bem quando ela começa com estes miares:
-Miaaauuu! Fffffiii! Gzzzz…Rooomm, rrrrom? Grrrr! Miaaaooouu… fff…fff…?Miaaauuuu! Rooom Rooooom…Miúu Mi úúú?Miôôô, aaauuuu!Fiiiizzzz!Grruu….Grruu!Miau!Miúúú!Gzzz!Fffff!Glôôô!
Hum, deves estar com o cio… pensou o Cidadão…
No entanto foi consultar o dicionário de “MIANÊS-PORTUGUÊS” obra do conceituado Dr. Gatão Tareco dos Ratos, que depois de feita a tradução, percebeu o seguinte:
“Então ó Cidadão, isto é só largar bolas de pêlo por tudo o que é canto, arranhar os sofás cá da casa, caçar ratitos que já escasseiam e dá um trabalhão para os descobrir, roçar-me nas pernas do pessoal todo, emaranhar os novelos de lã aqui da Companheira, enriçar os cabos do computas do Júnior, parir gatinhos, olhar para os passarinhos que esvoaçam nos Céus, trazer-te pardais entre os dentes sem os aleijar e miar aos gatões pedantes que passam na rua??? Isto assim não pode ser! Ou pões a minha foto aí no blog…ou desisto! Fujo! Vou para outra Freguesia e arranjo outros donos!”
-E aqui ficou o Cidadão “entre a espada e a parede”!
Como não havia outra hipótese, e a bichana até tinha uma certa razão, o Cidadão pegou na digital, a Gata Cristie tomou várias posições e fez diversas poses, qual modelo fotográfico, toda vaidosa, a marota… e aí vai disto! Tric!Tic!Tric!Tric!È que foi bater chapa!
Aqui está o resultado! O Cidadão acha que foi escolhida a melhor! ÂHÂ?
CHATICE!!! Não é que agora já fazem fila?? È o Júnior, é a Companheira, são os sete colaboradores do exterior, todos querem uma foto aqui no blog da associação!! Vá, vão-se lá embora! XÔ! XÔ! TOCA A ZARPAR! DESCOLA!

sábado, 23 de agosto de 2008

ESGALPELIZADOS

ESGALPELIZADOS

Clique aqui