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Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que a sua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os seus objectivos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, adormecidas... ou anestesiadas por fórmulas e conceitos preconcebidos. Embora parte dos seus artigos possam "condimenta-se" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade com libertinagem de expressão" no principio de que "a nossa liberdade termina onde começa a dos outros".(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico e por vezes corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausadamente, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas análises, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell).Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de blogues a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, o que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão com alguma delas... mas somente o enriquecimento com a sua abertura e análise às diferenciadas ideias e opiniões, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais e válidos para todos nós, dando especial atenção aos "nossos" blogues autóctones. Uma acutilância daqui, uma ironia dali e uma dica do além... Ligue o som e passe por bons e espirituosos momentos...

sábado, 19 de março de 2011

COCOROCÓ



COCOROCÓ

Já este artigo se encontrava na forja quando em catadupa foram surgindo assuntos de interesse imediato, nomeadamente os vertidos nos post’s A luta é Alegria,À Rasca!? e Nuclear? arrastando o cocorocó para quartas núpcias. Chegada a hora de o publicar, cá vai... 
Ciberleitora e ciberleitor, façam o favor de serem felizes!
Desde a introdução dos glutões no detergente para lavagem da roupa, os técnicos alimentares e outros especialistas em marketing dedicaram-se a introduzir aditivos nos géneros alimentícios e não só.
São o bífidus activus e os ómegas 3 nos iogurtes, são o zinco e as ureias nos champôs, são a cenoura e os óleos de cedro e linhaça nos protectores solares, são o cálcio, a soja e os bens especiais no leite, é a uva no vinho, o esfoliante e os aloés veras no papel higiénico... ou o light nos refrigerantes, havendo outros desaditivados, como o caso do café descafeinado, o tabaco desnicotinado, a cerveja desalcolizada, etecetrital...
Nas aves, foram aditivados os nitrofuranos que reforçavam as banhocas nas senhoras e o H5N1 que desenvolveu a indústria de determinados laboratórios, até chegado o dia em que os técnicos alimentares de uma grande superfície resolveram introduzir-lhes o cocorocó...
o Cidadão, bombardeado pelos spot’s publicitários que desfilavam constantemente no éter e nos cabos de cobre e fibra óptica, com o raio do cocorocó a não lhe deixar o subconsciente, foi com o cocorocó transpirando por todos os poros que rumou à superfície comercial recomendada, afim de adquirir o tal frango com cocorocó!
Vencida a grande seca da vez, com a senha semi-triangular suada e amarrotada entre os dedos, fazendo recordar os agradáveis momentos que costuma passar nos serviços públicos quando a eles é obrigado recorrer, uma senhora bué simpática, de rosto redondo encaixado sob um boné estilizado em tons de branco e verde, claro... de face coradinha decerto por lidar com a fornalha eléctrica onde os frangos despidos, de peito e perna aberta, levavam com os calores infravermelhos que lhe iam dando aquela tez bronzeada e tostadinha, semelhante à do people solário.
Para que este praça tivesse a certeza de que o frango trazia o tal cocorocó, pediu:

-Um frango e meio por favor, mas com cocorocó!

-A senhora sorriu e perguntou cá ao Cidadão se o desejava com algum molho, ao que, desconfiado com o sentido da pergunta, este a questionou no seguinte modo:

-Com algum molho!?... Como assim?

-Piripiri! Ó molho d’alho!

-???

Retorquiu em voz alta e esganiçada, a simpática funcionária que se apresentava com uns olhos arregalados contornados por encarniçadas pálpebras...

-Então, minha senhora... se adiciona piripiri ou molho d’alho no frango, como é a gente se apercebe do cocorocó?!

-Adquirindo um ar carrancudo, a funcionária pesou e embalou o frangucho e meio em papel vegetal, introduzindo-o num saco de plástico, colando-lhe uma etiqueta retirada da balança... Quando este rapaz segurou na embalagem contendo o bichano e meio... assado, logo se lhe aparentou estar vivinho da silva, saltando de mão em mão... ao que a senhora exclamou por detrás do balcão envidraçado e pejado de chouriços:

-Olhe que o frango está muito quente, senhor!

-Ah, pois, supunha que fossem efeitos do cocorocó!

O olhar fulminante daquela mulher gelou o coração cá do rapaz...
Paga a aquisição e marchando para caselas, este foi fazendo contas de cabeça, concluindo que se o quilo do frango com cocorocó custava 3€uros e 88 centimos, e o quilo do dito cujo sem cocorocó se importava em 2 €uros e 99 cêntimos, o cocorocó valeria 89 cêntimos ao quilo!

Degustado o pitéu em ambiente familiar, bem regado com tintol Corga da Chã e traçado a pão de milho... não se notara qualquer efeito do cocorocó... apenas uma certa euforia, vertigens e diplopia que posteriormente veio a concluir se deverem à ingestão excessiva do Corga e não das fatias do pão de milho ou sequer, do cocorocó!...
Olhou a Companheira, olhou os Juniores...
Todos eles lhe pareceram iguais a si próprios...
A gata Cristie...essa foi a única que não degustou o frango por isso não seria estimulada por algum efeito do cocorocó... apesar de miar com’ó caraças!
Na cama nada de relevante se passou, tudo como dantes... tendo este praça e Companheira adormecido à hora costumeira...
Na manhã seguinte, olhando ao espelho da casa de banho, apenas se definiam as olheiras e uns milímetros de barba... nada de mais... nada de especial...
Não havia indícios do efeito cocorocó!
Raios partam isto!
Inconformado com o logro e vestida a farpela, este praça dirigiu-se à superfície comercial onde tinha adquirido o frango com cocorocó... munido do talão de pagamento onde constavam os 5 €uros e 24 cêntimos de um quilo trezentas e cinquenta gramas de frango!
Pelo cocorocó,o Cidadão abt houvera desembolsado 1 €uro e 20 cêntimos e, considerando o IVA a 13%, o Estado português mamou 16 cêntimos do cocorocó!
16 cêntimos são 32 e$cudos dos antigos, IVAdos em cocorocós!
Foi procurar o responsável da superfície comercial dando com uma responsável que por sua vez solicitou a presença da decoradora, uma senhora de estatura mediana, enérgica, cabelos pretos e carinha laroca, com um sorriso lindo e permanente, pessoa com o perfil ideal para o desempenho de tais funções, demonstrando capacidades para desmobilizar este praça a solicitar o Livro de Reclamações!
Com os três encerrados num gabinete, este rapaz recebeu a explicação para o cocorocó dos frangos!
De lá saído, olhou o reflexo nas vidraças do pronto-a-vestir, reparando num sósia muito parecido mas bastante mais pálido e de ar distante, olhar vítreo e braços simetricamente suspensos e bamboleantes, caminhando lentamente em direcção à portaria...

«-Porquê? Mas porque é que este Cidadão abt nunca se tinha lembrado disto?!»

Um pensamento que cilindrava o do cocorocó alojado algures no subconsciente...

Em casa, cá o Cidadão sentou-se no sofá olhando o antracite do televisor... desligado!
Sacando da garrafa de bagaceira que o compadre lhe oferecera, encheu um copinho, ingerindo-a de um só trago!
Aquilo desceu-lhe pelo esófago, indo ferver-lhe nas entranhas!
Vieram-lhe lágrimas aos olhos... não eram dum chorar de arrependimento... porque um homem não chora... seriam mais propriamente... motivadas pela combustão interna do vapor do bagaço que doravante lhe ia saindo pelas narinas, pelos olhos, pelos ouvidos e pelos cabelos!

-Carais, que pomada mais forte!

-Olha lá, bebeste isso tudo de uma vez? Depois vens-te queixar dos fígados, não é?

Foia intervenção cá da Companheira sempre atenta aos disparates que este praça fazia!

 «-Podia lá ser! Nunca se ter lembrado disto!»

Pois bem... como devereis calcular, caros ciberleitores que fizesteis um esforço do catano para chegardes até este ponto da crónica marada, o frango, esse desafortunado, antes de o ser... foi pinto e... antes de pinto, foi ovo!

Não desligueis o computador nem mudeis de link porque este assunto aborrecido vai tornar-se bué da interessante!

Nas incubadoras, crescem a olhos vistos os pintos saídos da casca, dia após dia... sob lâmpadas incandescentes, fazendo-se nuns frangos de aviário. Só debicam farelos desensaibidos, farelos e mais farelos com nitrofuranos. Nesses campos de concentração, sem nunca verem a luz dia ou o azul do Céu, afastados dos prazeres mundanos, pouco tempo passam até à derradeira hora de, nos corredores da morte, serem decapitados ou electrocutados em cruéis franguicídios!
Como Vosselências constataram, estes frangos não tiveram tempo de piar nem de gozarem a vida de capoeira.

Pelas ruelas das nossas aldeias sim, desfrutam da merecida liberdade, passeiam as suas lustrosas penugens, debicando minhocas, gafanhotos, agúdias, couves, farelos, sojas, milhos e trigos ralados, enfim, degustam os prazeres da vida... isto até que não apareça um par de Géninhos que aplique a respectiva talhada e ponham os donos do galinhedo em quarentena!
Como as quelhas eram estreitas e ladeadas por habitações e altos muros, quando um camião nelas circulava ocupando todo a largura, por vezes dava-se o atropelamento mortal de uma dessas aves com pouca autonomia de voo que assim seguia antecipadamente para o efervescente tacho!
A seu tempo foi resolvido este problema acoplando-se um sistema automático de aviso nos travões das pesadas viaturas, que consiste em fazer uma súbita descarga de ar comprimido semelhante à de um espirro humano, montado num reservatório montado sob as carroçarias... precisamente com a função de no momento crucial, espantar as galinhas, contribuindo para o aumento da sua longevidade!
...Posteriormente, este sistema beneficiou as comunidades canídeas das regiões em apreço!
Os frangos beneficiavam de um timing considerável para ultrapassarem a idade do cocorocó!
Construíam famílias numerosas com tendência para a poligamia, pese o facto de que alguns galos tentassem impôr a ordem no poleiro...
Veio à memória cá do Cidadão uma cena de violência doméstica, que em certa ocasião um destes galos trazia a cabecita cheia de teias de aranha, não só porque os donos eram desleixados na limpeza do poleiro como, movido pelas gotas de vinho escorrido que beberricava do chão junto à adega. Desconfiando da infidelidade da sua pita, vai daí, cada vez que ela fazia a postura, o meliante bicava-lhe os ovos terminando irremediavelmente com o choco e impedindo que os donos pudessem confeccionar deliciosas omeletas de espargo...
Fartos de gemadas desperdiçadas e para acabar com tal obsessão, o casal de humanos resolveu colocar um seixo rolado do rio no ninho da postura, ludibriando o efeito de um ovo. Ao assentar-lhe as nalgas, achando o corpo estranho de um ovo gélido e pesado, mesmo assim a pita cumpriu a missão de uma boa poedeira... com o cacarejar do aquecimento pós postura, dali se raspou, dando espaço para que o nóia do galaró se aproximasse e desatasse a bicar desalmadamente nos ovos, se bem quando a extremidade do bico se lhe estilhaçou contra o duro e gélido seixo do rio!
De crista perdida, saiu da chocadeira com um cantar desolador, e bico partido, numa fúria desumana exclamou para a sua pita:

«_Aiiiee! fua futa! Eu fá fem fe fesconfiafa! Anfastes a galar fom o Galo de Barcelos!»
Ãh?! Não entendestes?
Liiivra que sois de compreensão leeenta!

Então cá vai...
Dos ovos saem os pintos que crescem e se tornam frangos.
Certo?
Ora bem, a partir de uma certa altura da vida, os frangos começam a interessar-se pelas companheiras... as esporas espetam-se-lhes, as asas arrastam-se-lhes... e saltitam-lhes os biquinhos das patas.
Nelas espigam-se-lhes as cristas, ficando rosáceas... incham-se-lhes as calotas e com os calores do Sol, aos franganitos só lhes apetece saltar para o dorso das pitas, picar-lhes nas calotas, dando-lhes umas esfregas valentes naquelas cristas!
É nesta altura da vida que os frangos se fazem galarós bem constituídos, saborosos, de plumas no peito feito e plumado, e elas, em encorpadas galinhas, apetitosas e prontas a comer!
Vai daí, dá-lhes imensa vontade de se envolverem em cortesias do  truca-truca, arrastando a asa uns aos outros como se tivessem a suspensão partida e cacarejando:
CrróóócóóCrróóCocorocó?”
Os executores de aviário, sabendo desta fase crítica em que as aves estão boas com’ó milho e nas melhores condições para serem comidas, ao cacarejarem em demasia, eliminam-nas sumariamente!
Cortam-lhes o pio não lhes permitindo a mesma longevidade das suas congéneres do campo, nem muito menos lhes dando oportunidade de trocarem piropos fatelas do género:
 -Olá borracho! Tão rijinha estás mêmo boa para uma rica canja!
ou...
-Tão empertigado! Se não fosse cá por coisas, arrancava-te essas moelas e fazia-as num guisado!
Portanto, frangos de aviário e galinhas do campo, se quiserdes alargar a vossa longevidade, nunca por nunca faceis cocorocó junto dos humanos... e por ora, ficai com esta modinha!

13 comentários:

Joaquim disse...

Só nos falta venderem duas asas e duas coxas com o frango! Já foi tempo em que o frango vinha assado com penas.O cocoroco ou já vem morto ou às tantas até nos salta no prato! E o pessoal embarca nestes gingles publicitários! Sim senhor! Muito me ri!

Katy disse...

Piripiri! Ó molho d’alho!
Está demais!
Como é que consegue fazer humor de situações banais?

alcolobre disse...

Ao certo parece-me terem acabado com essa publicdade manhosa na TV.

Tramagalense disse...

Boas Cidadão

Confesso que ao princípio tive algumas dificuldades em interpretar a metáfora, mas quando lí a passagem do "pio", fiquei a saber do que se tratava.
Pois parece que os "ataques" são efectivos, mas... estes "ataques"...hummm.... e o outro tal "coorococó" que a todos ataca e chama pelos nomes de "familia", com respeito e correcção, mas que choraminga assim que lhe contestam as "medidas", não terá a ver com o corte do "pio"?

saudações

O Cidadão abt disse...

Olá Joaquim!

O amigo fez uma interpretação muito à letra e muito linear do texto, em suma, fez uma leitura superficial!

Ora repita a leitura, isolando a interpretação por frases, depois por parágrafos, depois no seu todo, e nele encontrará muito mais do que aquilo que nos aparenta!

È que este texto deu muito trabalhinho a elaborar para agora ser analisado às três pancadas, caraças!

Ah pois, cá o Cidadão abt também concorda com a sua observação!

Visite sempre esta xafarica que nunca se arrependerá do tempo disponibilizado para tal!

O Cidadão abt disse...

Ó Alcolobre!

Se calhar esgotaram-se os frangos com cocorocó ou simplesmente se esgotou o cocorocó para a ração dos frangos!

O Cidadão abt disse...

Olá Tramagalense!

Um facto é certo.

Alguém quer cortar o pio tanto cá ao "O Cidadão abt-crónicas de um cidadão de Abrantes" que vai sendo veterano em rechaçar ataques virais, como ao cibercolega da blogosfera "Cidadãos Por Abrantes" que pelos vistos foi vitimizado por uma tempestade de ataques!

Quem os encomenda e quem os executa, é indiferente cá para o Cidadão abt e no fim de contas até acabam por dar mais importância e um certo sainete cá à xafarica!

Qualquer dia há que ir colocando um selinho na coluna da esquerda, por cada ataque registado!

É uma forma de certos leitores se manifestarem, utilizando determinados meios para alcançarem os fins!

É outra forma de determinadas pessoas manifestarem apreço e admiração cá pela xafarica.

Se o Cidadão abt de algum modo ficará desgastado com isso?

Ná! Só dá gozo!

Os dias vão lindos, o Sol radioso, os passarinhos já cantam, as rãs coaxam e as flores desabrocham pelos campos verdejantes!

Se este praça se desgastasse, os autores de tais incursões estariam a alcançar uma parte dos seus objectivos!

Um abração para esses camaradões que devem passar bastante tempo de part-time de roda cá da xafarica e que sejam bem remunerados pelo trabalho!

Quanto a nós, caro Tramagalense cá o Cidadão abt toma a liberdade de lhe recomendar:
Repita a leitura, isolando a interpretação por frases, depois por parágrafos, depois no seu todo, e nela encontrará muito mais do que aquilo que aparenta!

Divirta-se e até uma próxima!

O Cidadão abt disse...

Olá Katy!

O espírito do humor nasce com cada um de nós!

Se não formos cinzentões, sorumbáticos nem biliares, esse espírito revela-se mais facilmente.

Há que estarmos tentos aos comportamentos, aos vícios de linguagem, aos tiques e a pormenores que passam despercebidos ao comum dos mortais.
Por exemplo enquanto esperamos pela nossa vez de sermos atendidos, estamos num laboratório de estudo de comportametnos, atitudes e reacções.

Depois há que desenvolvermos a capacidade de imaginação e estabelecermos paralelismo entre as situações, buscando o caricato!

Há que memorizar o observado para que posteriormente possamos colocar na escrita!

Treine, e lentamente encontrará os resultados!

Bjitos!

Aqui - Ali - Acolá disse...

Viva Cidadão abt, boas.

Cocorocó estou à rasca.

Não se pense que seja das partes baixas, isso é coisa para outras conversas que a ninguém diz respeito mas a cada dia que passa, muito do povo assim exclama.

E não querem ver que o lápis azul saiu à rua embandeirando em arco no ou vai ou racha.

Eis que o frango está como o mexilhão, quanto mais se quer mexer mais depenado o querem deixar.

O preço do frango depende do local onde se compra, nuns é caro e cheio de impostos, noutros sai com as garras à vista para que ao come-lo, se fique com a garganta toda arranhada das garras maléficas que certos franganotes sem crista possuem.

Piu piu, porque és pequenino, baixa a goela porque o reino é meu no Cocorocó do meu pedestal onde abunda o galinhal da mixurdice sugadoura desta capoeira infestada de melgas.

Sai um de 3 para a mesa do canto; ok um momento, faz favor aqui tem, mas não foi isto que eu pedi, pois não, mas emborque lá esse bagaço pela goela abaixo que as guelras ficam cauterisadas e o pio lhe sai mais forte para fazer Cocorocó.

O molho, também se serve mas, com pólvora à mistura para que a língua possa encolher no quentinho da bocalheira que explodindo a verdade ela fique numa ardente e insuportável infecção linguística.

Ma que moda tão linda estou ouvindo e que eu desconhecia, surpresas atrás de surpresas me vão aparecendo ao longo da vida que, umas já são banais mas outras me arrebitam a crista.

E agora me vou ao som da Canela Cocoró coró cocó tentando descobrir neste galinhal tão perseguido a obra da descoberta do lápis azul: (Os Abutres do Silêncio).

Uma novela estreada da continuação excrementada do antes para o depois.

Vou ao franguito porque a Perua e seus cocós são intocáveis, o preço é caro e o Iva cada vez mais alto.

A infestação de calorias de todas as espécies é cada vez mais intoxicante, o galinhal precisa de desinfestação onde o light parece ser o pomposo nome que dá ar de galifão sem estofo nem tarimba nos seus passeios desmesurados por esse mundo fora.

Xau - Bom apetite que agora o franguito já berra tostado na grelha.

José M. Esteves disse...

Quando no verão de 2008 apareceu este blog pensei que ao fim de um anito o seu autor se fartasse e o blog ia parar à prateleira dos inactivos.Afinal assim não sucedeu e por cá continua de pedra e cal. Irreverente, atrevido, acutilante, dinâmico, actual, oportuno, contagiante e bem disposto. Tem inimigos, claro, e tem-nos porque não lhes é indiferente, indício de que está na senda certa. Para blog de província, excede as expectativas.Admiro a atitude descontraída e desportiva com que o seu autor encara os ataques de que se diz ser alvo.
Cidadão, quem quer que você seja, continue o seu belíssimo trabalho!

O Cidadão abt disse...

Pela pertinência do momento, se republica aqui, o comentário mais recente do post "ESCUTA"

O Cidadão abt disse...

Mister's Jorge e Joaquim.

Cá o Cidadão abt não vos quis dar resposta às vossas correspondências sem antes ir observar in-loco e quiçá, beber mais um copo.

Chegado à zona crítica constatou que a estrada municipal tem umas camadas de terra compactada e indícios de regularização do pavimento, e entrando em diálogo com os senhores operadores do cilindro, da moto-niveladora e outros munidos de pás e enxadas, cujo suor lhes escorria pelos rostos, ficou a saber que provávelmente a partir do próximo dia 6 de Abril de 2011, começará a ser estendido um novo tapete de alcatrão em toda a estrada!

Este praça também foi esclarecido que a nova conduta da rede de esgotos que sai da ETAR das Arreciadas já se encontra em pleno funcionamento, encaminhando as águas ruças em direcção à mega ETAR de São Miguel do Rio Torto, trepando a encosta do Celão e os fornos da cal com o auxílio de uma estação elevatória.

Perto da ETAR das Arreciadas, onde o esgoto corria a céu aberto à mistura com as águas de um riacho intermitente que cruzava sob a estrada municipal em direcção aos lameiros, agora só por lá corre a água limpa do ribeiro, não se detectado cheiros desagradáveis.

Portanto, meus caros, com ou sem o Cidadão, o facto é que aquilo finalmente se está a resolver, para desagrado de alguns comentários recebidos, depreciando as acções de cidadania interventiva!
Agora sim, são publicados dois dos comentários de alguém sem fé, alguém cuja inveja e a inércia lhes tolda o raciocínio e lhes bloqueia a inteligência!

Para lerem esses comentários, regressem até aqui:


http://ocidadaoabt.blogspot.com/2010/08/uma-aventura-na-etar.html


Agora leiam a opinião de um tal ”nervoso” miudinho que reza assim:
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«Palhaçada...
Tudo muito bem dezido!!! Vê-se logo que é engenhero do ambiente, tão bem copiou da net a filosofia de funcionamento da infraestrutura!!!
Então agora aqui vai umas perguntitas!!!
Entã e solução - dinheiro - para resolver o problemazão? - deves têr algum no bolsito para dar uma de benemérito? Nã digas que nã tens cheta!!!
Isto é muito fácil de resolver, se deres a cara junto dos lezados (Povo das Arreciadas), com o dinherito na mão, estás a vêr ò meu, como fizeste com o texto lindo com as fotos anexas?
Olha lá e se não desinformasses, sem te informares primeiro, hum???
Seguramente nã farias a figura de salvador da pátria e nã farias NEM DIRIAS PALHAÇADAS...»

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Com este, que acabou por atingir os direitos dos munícipes lesados, não vamos a lado nenhum...

Outro comentário que agora serve de troféu pela conquista de todos nós cidadãos livres, e essencialmente um direito conquistado pelos munícipes daquela região afectada, é este que se transcreve com muito gosto e algum gozo, a partir da caixa de correio electrónico, por ter sido apagado acidentalmente na caixa de comentários deste blogue, senão reparem:

Assina um “Sassaricando”

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«Palhaçada...Afinal ele é formado em ambiente, como a coisa está mal ele deveria ajudar com o seu misero ordenadito, pois a "descoberta" há muitos anos que está assim, com vacada ao lado e tudo e a população vizinha já contribui e contribuiu com muita coisa (impostos, esforços, etc...), mas falta reformular a coisa, para a qual é necessário algo mais que palavras e fotos e que não existe já no erário público - dinheiro -, faça umas quermessezitas, para ver se a coisa resulta, dando a cara e organizando, não se escondendo atrás de coisas muito avançadas que não servem o interesse de quem é lesado - população. Palhaçada!!!»
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Quanto a este, se quis dirigir um tiro certeiro, falhou redondamente o alvo! Foi o chamado “tiro no esgoto”!



Meus caros leitores, minhas estimadas leitoras:
Em nome de um bom ambiente, sempre valeu a pena este cidadão ir meter as botas na merda!


Com a satisfação da cidadania cumprida!

alcolobre disse...

Ó pá, isto parece mentira!Da etar de S. Miguel lá vai a águinha limpa para o Tejo engordar os peixinhos!Há que parabenizar o pessoal envolvido na solução dum problema que se arrastavaá uma geração!