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Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que a sua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os seus objectivos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, adormecidas... ou anestesiadas por fórmulas e conceitos preconcebidos. Embora parte dos seus artigos possam "condimenta-se" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade com libertinagem de expressão" no principio de que "a nossa liberdade termina onde começa a dos outros".(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico e por vezes corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausadamente, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas análises, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell).Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de blogues a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, o que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão com alguma delas... mas somente o enriquecimento com a sua abertura e análise às diferenciadas ideias e opiniões, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais e válidos para todos nós, dando especial atenção aos "nossos" blogues autóctones. Uma acutilância daqui, uma ironia dali e uma dica do além... Ligue o som e passe por bons e espirituosos momentos...

quarta-feira, 16 de março de 2011

NUCLEAR ?




NUCLEAR ?

Naqueles tempos e por todo o mundo, ainda a Internet não era um veículo de comunicação  globalizada, nem sequer acessível ao comum dos mortais,  já alguns movimentos de cariz internacional se insurgiam contra a construção de centrais nucleares produtoras de energia eléctrica...
...Foram algumas das lutas travadas nos anos setenta e oitenta do século passado, umas inglórias, outras nem tanto. 
Depois da central termonuclear rechaçada pela população de Ferrel em Março de 1976, os movimentos juvenis protestavam nas ruas, invadiam assembleias, colavam cartazes, construíam jornais de parede, alertavam a malta nas secundárias e nas universidades, interrompiam palestras sobre a instalação de centrais nucleares em Portugal, culminando com a invariável intervenção dos senhores agentes policiais para reporem a harmonia no sistema institucionalizado. 
Naqueles tempos questionavam-se os tecnocratas sobre a fiabilidade e a segurança das centrais termonucleares perante uma catástrofe natural, em que nos garantiam a total segurança dos sistemas, exibindo material didáctico de sensibilização. 
Nesse sentido o pessoal activista, como se de uma moda se tratasse, fazia questão de ostentar na lapela do casaco ou na antiga bolsa de mensageiro traçada a  tiracolo, um sol vermelho inscrito num crachá amarelo orlado pela inscrição “energia nuclear? não obrigado!” na língua de cada um dos países e que os unia no âmbito internacional. Naqueles tempos, parafraseava-se nas ruas o “antes ser activo hoje do que radioactivo amanhã.”
Em Portugal este movimento culminou com duas Marchas da Paz  em simultâneo, uma no Porto e outra em Lisboa
Foi num sábado de dezasseis de Janeiro do ano de 1982 que um grupo considerável de activistas embarcou no comboio rumo à capital pois naqueles tempos seria impensável recorrer ao automóvel particular para esta e outras actividades, simplesmente porque ter um automóvel era um luxo inacessível à maioria dos jovens. Para vencer longas distâncias, encontrava-se a solução nos transportes públicos.
Durante esse protesto, cá o Cidadão tal como os restantes activistas, envergou uma túnica branca confeccionada a partir de dois velhos lençóis, completando com uma máscara anti-gás dos anos quarenta, com o filtro encastrado na extremidade de uma tromba, resgatada num sucateiro de artigos militares, que chamou a tenção do pessoal da segurança e da comunicação social. 
Em Lisboa, o núcleo do movimento tinha a sede numa loja do largo da Estefânia e a mega-marcha iniciou-se no Saldanha, passando pelo Marquês de Pombal, Av. da Liberdade abaixo, terminando na praça do Rossio
Especificamente nessa marcha o pessoal insurgiu-se contra o trânsito e instalação de mísseis nucleares em território nacional.
Na  época  foi a pressão exercida para evitar que os decisores políticos admitissem recorrer à instalação de centrais termonucleares como fonte de energia, em território nacional, naturalmente adicionada aos investimentos dispendiosos em que se traduziriam. Mais tarde optou-se por energias alternativas, na área das renováveis, que oferecem menores riscos para as populações envolventes. Nos países ricos os tecnocratas falaram mais alto do que as razões da consciência, desenvolvendo a indústria nuclear!
Foram construídas centrais de fusão do átomo arrefecidas a água em Espanha, França e Alemanha, os países mais próximos de Portugal!
Excluindo um reactor de investigação cientifica de ínfima produção de energia limitada aos 10 megawats de potência, cujos neutrões são directamente projectados para equipamentos científicos onde são feitos estudos físicos do estado sólido posteriormente aplicados em medicina nuclear, localizado no Instituto Tecnológico Nuclear  e que não representa riscos acrescidos para as populações, Portugal corre o risco de sofrer radiações caso se registem fugas quantitativas provenientes de qualquer uma destas centrais além fronteiras porque a radioactividade não se extingue por si só ou com o auxílio de um antídoto, um insecticida ou antibiótico. Caso se registe um acidente provocado por exemplo por movimentações telúricas ou avaria no sistema de arrefecimento, levando ao sobreaquecimento e consequente fissura dos silos, facilmente se libertarão nuvens radioactivas  que se disseminarão no ar ao sabor dos ventos, precipitando-se com as chuvas sobre vastas superfícies de território, infiltrando-se nos níveis freáticos. Se libertada directamente para os circuitos de arrefecimento dos reactores, essa radioactividade viajará  pelos cursos de água, contaminando irremediavelmente as plantas e os seres vivos do ambiente envolvente, destruindo  as células de vegetais e animais, e especialmente no ser humano degenerando em cólicas, cefaleias, distúrbios intestinais, distúrbios endócrinos, cancros, leucemias e doenças genéticas, desenvolvendo malformações embrionárias!
Nuestros hermanos operam sete centrais termonucleares, situando-se a central de Almaraz a 100 km da nossa fronteira, com dois reactores arrefecidos pelas águas correntes do Tejo Internacional que depois de aquecidas afectam os ecossistemas da região, e posteriormente atravessam o território português, espraiando-se no Mar da Palha sob os olhares  atentos de Lisboa e Almada!
Foi precisamente durante os anos de luta de 1981 a 1983 que a central termonuclear localizada na província de Cáceres, iniciou a produção de energia eléctrica!
No dia 25 de Junho de 2010 esta central terminou um ciclo de vida com o governo castelhano a prorrogar o prazo de validade por mais dez anos,  tendo em conta que o máximo de longevidade será de quarenta anos, constantemente a fundir átomos.
Sistemas infalíveis, sistemas invioláveis, sistemas seguros até aos queixos e os rumores de Sayago ter contaminado as águas do Douro Internacional ao deixar escapar uns pózes, e Almaraz ter libertado umas gramas radioactivas para o Tejo... polémicas refregadas com mentiras e ilusionismo, que foram ultrapassadas a seu tempo.
Teremos o perigo nuclear à nossa porta?
"Nada de mais! Alarmismos sem fundamento... É o pessoal da cassete a chatear cada um! Esses ambientalistas são como o piolho na costura!"
Só que os tecnocratas subestimam as forças telúricas da natureza... teimando em ignorar que perante elas... Somos NADA!
Quando essas forças se revelam com todo o seu poder destruidor, a tecnologia humana torna-se infinitésimamente minúscula podendo-se virar o feitiço contra quem o concebeu. Se essa tecnologia se libertar dos espartilhos da ambição humana poder-se-á tornar noutra força tão telúrica quanto as da natureza!
Infelizmente é o que está a suceder no Império do Sol Nascente, um império tecnocrata, evoluído, economicamente confortável e com um grau de tecnologia bastante elevado que está a sofrer as consequências devastadoras de um sismo seguido de maremoto e como se não bastasse, o sobreaquecimento dos reactores da central termonuclear de Fukushima Daiichi, com explosões sucessivas, colocando toda a região à beira de um devastador desastre nuclear sem precedentes!
 すべての私たちの強さでは、すべて私たちの信念、ひねりを加えた私たちの信念を介してすべての私たちの信仰と、私たちは、祈り、懇願を覚えておきましょう、あなたは運命を左右する嘆願は最悪の目的地の田中帝国の兄弟たちの最悪ライジングサン!
武士のそのコードは、自然災害に対する戦争と核の脅威を災害が勝つために彼らに勇気と永続性を与えます!
«Com todas as nossas forças, com toda a nossa fé, através das nossas crenças, com todas as nossas convicções, torçamos, evoquemos, oremos, imploremos e roguemos para que a sorte não dite o pior dos piores destinos aos nossos irmãos Tanakas do Império do Sol Nascente!
Que o Código do Samurai lhes dê alento e persistência para vencerem a guerra contra o cataclismo natural e a ameaça nuclear que os assola!»
Foi necessário acontecer esta tragédia para os líderes mundiais encararem a questão da energia nuclear com responsabilidade, questionando sobre a viabilidade da fusão do átomo como fonte de energia! Tardiamente para muitas almas, está chegada a hora de deixarmos de brincar com o urânio enriquecido e implorarmos em uníssono:

domingo, 13 de março de 2011

À RASCA ?!



À RASCA? !

A Geração À Rasca saiu à rua em onze cidades portuguesas, concentrando-se mais de duzentos mil almas na Av. da Liberdade culminando na Praça do Rossio alfacinha e mais de oitenta mil na tripeira Av. dos Aliados, número de manifestantes que não cabia na prevista Praça D. João I, concluindo-se que não será uma, mas três, as gerações à rasca! Desfilaram as gerações dos filhos, dos pais e dos avós!
A geração dos filhos pelas razões sobejamente conhecidas, a dos pais porque fazem um esforço para além do previsível em sustento dos filhotes, e a dos avós, pois na sua maioria já toparam que por este caminho as magras reformas do seu sustento acaba por servir os descendentes... claro que não nos referimos às parcas reformazinhas dos ex-ministros e ex-administradores públicos e semi-privados, porque as desses coitadinhos não lhes chegam para sustentar palácios!
Este protesto de milhares revelou que os portugueses estão fartos dos demagogos que proliferam nos partidos políticos que em abono da verdade se inserem nos desígnios do povo para se servirem e não para o servirem. Foi vê-los durante o protesto, dissimulados no meio da população que saíu à rua!
 De tão desacreditados, cada vez mais as siglas politicas e seus mentores vão caindo em desuso e colocados na obscura e bolorenta prateleira das más memórias, por um povo cada dia mais desiludido e consequentemente, apartidário.
Com diferentes ideais, credos e conceitos, as gentes portuguesas agruparam-se entre amigos e famílias, correspondendo ao apelo dos jovens, reunindo-se civilizadamente nas onze cidades e reclamando causas transversais, em busca de melhores condições de vida, pese o facto do SIS e as polícias, em colaboração com a organização terem contribuído preponderantemente na prevenção de potenciais focos de conflito. Nota positiva para o civismo de todos os envolvidos, manifestantes incluídos!
Numa primeira mensagem, estimemos que os nossos governantes tenham tomado consciência do sentido deste protesto que poderá ser o primeiro de outros, e também eles, os governantes, se antecipem a uma possível escalada da convulsão social que em desespero de causa, poderá ultrapassar os limites do razoável por ora conseguido neste mega-manifesto de descontentamento...
Uma mobilização espontânea e massiva que foi um sério aviso para a governação deste jardim à beira mar plantado.
É em ambiente atormentado e deveras  À RASCA que os contribuintes abrantinos contam com o projeto da soberba de um Museu Ibérico encastrado no Convento de São Domingos onde se adiantaram uns módicos 1.150.192,00€uros... só no papel...

domingo, 6 de março de 2011

A LUTA É ALEGRIA



A LUTA É ALEGRIA

Os mais atentos deverão ter reparado que entre doze canções concorrentes, o grupo “Homens da Luta” com o tema  “A Luta é Alegria”  foi vencedor do concurso Festival RTP da Canção 2011.
Certamente que outras canções se nos depararam melhor elaboradas, mais bem musicadas, com melhor qualidade artística, melhor coreografia e presença em palco, consequentemente com potencialidades para alcançarem um confortável posicionamento na tabela do Festival Europeu da Canção!
E porquê terem sido estes revivalistas do pós 25 de Abril, os vencedores do Festival RTP da Canção de 2011?
Se analisarmos o historial e a taxa de sucesso das canções representantes de Portugal nos meandros europeus, por melhor que tivessem sido, todos os anos se posicionaram na mesma zona da tabela festivaleira, levando-nos a concluir que, quando toca a júris europeus, outros valores mais altos se levantam e que à priori, Portugal nunca vencerá um festival europeu dentro de tais parâmetros. Assim sendo, é natural que o Festival RTP da Canção seja mais um meio do que um fim, transformando-se num veículo ideal para que a parcela do povo português participativo e votante nestas cenas dos "song´s" pudesse manifestar o seu desagrado perante a situação sócio-económica em que se encontra mergulhado este jardim à beira-mar plantado!
E... os tais telespectadores praticantes do radikal mappellyng aproveitaram a oportunidade para que os seus "sessenta cêntimos mais IVA" depositados na canção vencedora se traduzissem em úteis votos de protesto!
Entende-se que a eleição do tema “A Luta é Alegria” como concorrente ao Festival Eurovisão da Canção não passará de pura e dura moção de censura desse público perante os seus governantes.

quinta-feira, 3 de março de 2011

ESCUTA





ESCUTA

-!!!Tirrriiiimm!!!
-Tou? Cidadão?

-Sim, diga...
-Sou oTónho...Há uma porrada de tempo que vocêi nã vem até aqui às Arreciadas bebêri um copo...
-Pois... pois... vai para uns tempitos... o serviço não o tem permitido... Porquê?
-Porque resolveram meter mãos à obra e vai de enterrarem manilhas e umas caixas de visita junto à rua das Vinhas e à rua dos Muros Brancos, desde a ETAR das Arreciadas até ao Fojo, para escoarem os esgotos que estão a céu aberto que você reportou há uns mêsis atrás.
-Ah! Sim... Uma Aventura na Etar... Ainda bem que se resolveram... afinal qual é o problema? É por isso que está a telefonar cá ao Cidadão?

-Nã, caro amigo! Porque o amigo devia era de escrever aí no seu blogue sobre o estado lastimoso em que se encontra a estrada que vem dar aqui!
-Não me diga?!

-Sim senhori... Aquilo até que merecia o prémio nóbil da rua mais arrebentada do país!
 -Porquê?

-Atão vocemecê nã sábi? Os gajos partiram aquilo tudo para enterrarem as manilhas na borda da estrada!! Para os carros ali passarem, só mesmo muuuito devagári, e têm que se desviar constantemente para o lado contrário e às vezes até é melhori rodarem pela beira do caminho! Aquilo está num caos de buracos e pedras soltas que lho digo nêm lho conto! Rebentam para ali com os pneus que é um disparati! Aquilo está uma pouca vergonha! Até que já furaram ali um cárté! Pelo andar do tempo aquilo vê-se jeitos de vir a ficar assim!
-Ouça... faça o seguinte... tire umas fotos disso e envie-as cá ao Cidadão por correio electrónico...

-Lá isso tem que ser com o meu neto... ele é que cá em casa sabe mexêri no computadôri...
-Força aí que ficamos à espera dessas fotos!
-Nã se esqueça de passar cá para bebermes um copo!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O GNÓMON



O GNÓMON

Quando num destes dias soalheiros cá o Cidadão dava uma de pedestre e alargava as vistas no recém-criado parque de estacionamento do castelo de Tubucci, apanhou um susto do catano!
Ia a tarde meio vencida, quando ao consultar o relógio de sol plantado à entrada do parque, este desgraçado reparou que ali ainda era meio-dia e já houvera manducado há uma parga de tempo!
Para melhor o confirmar, recorreu ao seu Citizen que não atrasava nem adiantava e... nele acusavam as dezasseis horas bem auferidas!
Fora o carmo e a trindade!
Nem na Babilónia se viu uma coisa assim!
Deixando-se de tecnologias de ponta e recorrendo aos conhecimentos de orientação, deu-se conta que o dito cujo relógio espetado no pedestal tinha o gnómon orientado para Oeste!
Tiradas as coordenadas e feitos os azimutes o gnómon apontava aí para os 250º geográficos!
“-Réloj!” 
“-Réloj!”
“-Tú complár rélój?” 
"-Bárááta" 
"-Réloj baráta!"
Aquele relógio de sol era bem pior que os dos marroquinos!
O sacana estava quatro horas atrasado! 
Seria das pilhas?
Ná!
Vá lá, um desfasamento aparente de uma dúzia de minutos se importado de Greenwich ou de sessenta e alguns minutos... por mor da Convenção Europeia... ainda se admitiria...
A saber, a sombra do gnómon deveria incidir na zona onde foi executada a marcação com as cores nacionais, mas ao caso, nem pela equação do tempo bate certa a peta com a carrapeta!
Recorrendo à compreensão lenta, haveria razão plausível para que assim funcionasse até ao dia em que foi retirado do ponto inicial da muralha, outrora orientado a Sul...
... e por aqui inaugurado numa manhã sebastianista em que não se via um palmo à frente do nariz, quanto mais... o Sol pela peneira!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

DECEPCIONANTE!



 DECEPCIONANTE!

“-Onde estará afinal, o crucifixo?”
 Finalmente no dia 18 de Janeiro foi publicada a reportagem realizada pela estação televisiva SIC em terras do Crucifixo!
Ao contrário do que seria previsível, numa região rica em história, lendas e tradições, a equipe de exteriores caiu na obsessão corriqueira e quasi colegial de questionar os transeuntes sobre como se designam os habitantes do Crucifixo e se assim serão abençoados, aceitando as respostas vagas e evasivas, chegando ao ridículo da interlocutora na escola primária responder em função da questão social e política da remoção dos crucifixos outrora afixados nas salas de aula, revelando-nos completo desconhecimento do contexto histórico e cultural da região em apreço.
Para além de se cingir à rua das Caladas, de cima a baixo, de onde a equipe de reportagem praticamente não arredou pé, ou a régie lhe atalhou os caminhos, esta povoação encerra muitos outros cantos, recantos, encantos e anciãos com ricos conhecimentos para nos transmitir.
Bastava terem-se dirigido a uma paragem de autocarro ou entrarem na tasca mais retirada das ruelas onde se concentram os idosos em fracos convívios e aí sim, encontrariam matéria de facto para terem enriquecido a reportagem, mas isso daria trabalho! 
É necessário tempo, investigação, calma, capacidade de interpretação e paciência quanto baste para sabê-los escutar.
Em demandas de um "crucifixo" que lhe desse graça ao nome, passou-lhes despercebida a cruz Celta que encima a igreja de Nossa Senhora da Conceição e o estilo arquitectónico do campanário, numa simbiose entre o mourisco e o nórdico europeu.
É caso para afirmar-mos que a equipe de reportagem esteve na aldeia e não viu as casas!
“Crucifixo” é muito mais do que foi documentado pela SIC!
Apresenta-se a reportagem.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O INTRUSO



 O INTRUSO

A noite ia adiantada e a brisa restolhava forte na folhagem do quintal...
A Lua espreitava por entre as nuvens negras que viajavam velozes... a canzoada da vizinhança desatou a latir de forma nervosa e insistente... algum bicho rondava as imediações... o sono não vinha de modo algum... Enquanto a Companheira dormia tão sossegada, as trevas estendiam-se longas....
Era hábito cá o Cidadão dormir com os estores levantados...de súbito uma silhueta pareceu ter cortado a claridade que entrava pela janela do quarto...
Talvez uma coruja rondando o galinheiro...
Enfadado de contar carneiros, o Cidadão levantou-se do leito com as luzes do quarto desligadas e olhou o exterior onde os reflexos intermitentes do luar criavam movimentos nos arbustos... evocando formas sinistras e imaginárias...ali, parecia uma figura humana que se deslocava suavemente...
A luminosidade da Lua ganhou intensidade... e o vulto tomou formas bem definidas... Os cães ladravam cada vez mais assanhados... e o galinhedo cacarejava lá ao fundo... Reparando melhor, aquela figura não era mais um arbusto driblando os brilhos do luar... Aquela figura era bem real... aproximava-se da parede do alpendre ao fundo do pátio... Contrastando com o branco da cal, de facto tratava-se de um vulto bem humano que mexia nas persianas da janela... Aquele tipo não andava ali por coisa boa... Estando o energúmeno em propriedade alheia... Não seria difícil pegar na caçadeira e espetar-lhe com duas chumbadas... Mas não... Sabe-se lá quais as intenções do artista... Para arrombar a porta da arrecadação o tipo teria que fazer bastante barulho...  Cá o Cidadão preferiu pegar no telefone portátil e ligar à esquadra... Falou baixinho, relatando que residia na vivenda Chizélle e que andava um individuo furtivo introduzido na sua propriedade...
O agente que atendeu, questionou cá o Cidadão se o intruso estava dentro de casa, se avistava alguma arma nas mãos do intruso, que roupas trazia o intruso vestidas, qual a estatura do intruso, de que raça aparentava pertencer o intruso, ao que este praça respondeu que era noite e a iluminação escassa, e que tinha ligado para a polícia e não o "112,"  para lhe estarem a efectuar uma triagem... 

“-De momento não temos viatura disponível e só se encontra um homem aqui no piquete da esquadra... os restantes estão a fazer uma operação stop de controlo do álcool. Logo que seja possível, enviamos uma viatura.”

Não, isto não podia estar a acontecer... isto não podia ficar assim... tinha que espetar duas ameixas no tipo ou engendrar outra solução...
Como cá ao Cidadão vem sempre uma idéia secante, fez-se
luz!
Pegando no telefone, digitou o mesmo número da polícia...recorrendo à seguinte lábia:

 -É da polícia? Desculpem... Fui eu... quem ligou há poucos minutos a comunicar-vos que andava um intruso no meu quintal... é para vos dizer que já não é necessário terem pressa em aqui chegarem porque enfiei dois balázios no artista com a caçadeira que tenho guardada. O desgraçado está esticado aqui no hall de entrada e parece que nã mexe!

Em pouco mais de cinco minutos decorridos soou um grande estardalhaço de sirenes à distância e rapidamente surgiram duas viaturas da polícia e uma descaracterizada com oito agentes, seguidas de uma ambulância amarela do INEM, outra Viatura Médica de Emergência e Reanimação com as respectivas tripulações, entretanto chegaram mais duas equipes de reportagem de televisões concorrentes, uma psicóloga e um representante dos direitos humanos.
Ao todo, dezassete homens e uma mulher jeitosa!
Bom... não tão jeitosa quanto esta.
O larápio entrou em desnorte correndo em todas as direcções com duas galinhas nos sovacos e de cabeças entaladas nas asas, completamente aparvalhado com o aparato psicadélico dos rotativos azuis e das sirenes de todas as formas e feitios!

Prenderam o artista em flagrante delito constatando que também transportava dois rolos de fio de cobre e um computador portátil, numa pequena mochila.

-Aiieenn! Xeculpôem? Exta casa é do chefe da bófia ó kê? Extou agarrado! Num me faxam mal, pás! Táva cum fómi e xó queria vinderi os cobres pá sacar nardo pó xamon! Yááá menes! Altas  luzes... Ma ka ganda kurtixão! A bófia é fixe... Eeenaããn... ma kem é a xavala, ménes?
-Vê lá, não te estiques!

Repreendeu um dos agentes que seguravam firmemente o men.
No meio daquela monumental confusão e com a vizinhança estremunhada que se foi juntando na rua, o excelso comissário encarregue desta operação aproximou-se cá do Cidadão, observando com ar rubicundo...
a apanhar bonés!
-Que maçada! Pensei que o senhor tivesse dito ao telefone que tinha morto o ladrão!!! Evitava de mobilizar estes meios!


Ao que cá o Cidadão lhe respondeu...

-Não se tratam efectivamente de procedimentos enquadrados nos parâmetros normais? Supunha ter ouvido dizer que de momento não tinham recursos humanos nem logística disponível...
Qualquer semelhança desta crónica com a realidade, será pura coincidência.

sábado, 4 de dezembro de 2010

OSAMA BIN LADEN




OSAMA BIN LADEN


Cá o Cidadão abt detectou dois comunicados de 
أسامة بن محمد بن عود بن لادن,
 dirigidos aos portugueses...


Este comunicado em que se revela preocupado com a crise que atravessamos...
 
E este comunicado em que أسامة بن محمد بن عود بن لادن, nos manifesta o seu parecer sobre a introdução de portagens nas SCUT’S...