Um blogue que tem por objectivo desancar nas situações que ao Cidadão se lhe afigurem erradas ou desadequadas à vivência social, recorrendo a bons modos metafóricos, satíricos e humorados. A sua leitura é desaconselhada a maldispostos crónicos, a cinzentões e a mentalidades quadradas. Classificado como substância psicoactiva passível de dependência, poderá induzir micções involuntárias no indivíduo. Recomenda-se pois que o seu consumo seja doseado com moderação...
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Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que asua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os seus objectivos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, adormecidas... ou anestesiadas por fórmulas e conceitos preconcebidos. Embora parte dos seus artigos possam "condimenta-se" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade com libertinagem de expressão" no principio de que "a nossa liberdade termina onde começa a dos outros".(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico e por vezes corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausadamente, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas análises, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell).Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de blogues a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, o que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão com alguma delas... mas somente o enriquecimento com a sua abertura e análise às diferenciadas ideias e opiniões, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais e válidos para todos nós, dando especial atenção aos "nossos" blogues autóctones. Uma acutilância daqui, uma ironia dali e uma dica do além... Ligue o som e passe por bons e espirituosos momentos...
“A dignidade do ser humano é inviolável. Deve ser respeitada e protegida”.
Capítulo III
Artigo 25º
“A União reconhece e respeita o direito das pessoas idosas a uma existência
Condigna e independente e à sua participação na vida social e cultural”.
Capítulo IV
Artigo 35º
“Todas as pessoas têm o direito de aceder à prevenção em matéria de saúde e de beneficiar de cuidados médicos, de acordo com as legislações e práticas nacionais. Na definição e execução de todas as políticas e acções da União, será assegurado um elevado nível de protecção da saúde humana”
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Artigo 25º
“ Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade”
Num destes dias cá o contribuinte teve que recorrer aos prestimosos Serviços Nacionais de Saúde para os quais desconta que nem um Lorde através das contribuições para a Segurança Social ao abrigo do estipulado na Constituição da RepúblicaPortuguesa, sem imaginar que se ia meter numa fantástica, vertiginosa, hilariante e secante aventura que passa a relatar a partir deste momento;
Aí vai!
Na escassez de medicação para a manutenção de corpo e alma, foi o Cidadão visitar o médico de família ao seu posto!
Aí concluiu que os médicos também adoecem confirmando aquele velhinho provérbio de “em casa de ferreiro, espeto de pau”, mal imaginando a aventura em que se estava a meter!
As meninas recepcionistas explicaram-lhe que tinha de se dirigir ás consultas de recurso, desta feita no Centro deSaúde de Tubucci… sim porque parece que em Tubucci há um centro de saúde! Para este caso de falta do médico estatal, seria a “montanha a ir aMaomé”... caso este serviço fosse prestado por empresa privada, ter-se ia de substituir o “Maoméque, decerto iria até á montanha”! Assim veio á ideia o Desgargalhol®.
Medicamento indicado para crises súbitas e inconvenientes de riso em situações constrangedoras como em velórios, missas, e quando o médico de famelga está doente e sem substituo neste Portugal onde as Universidades botam cá para fora ás centenas, por ano!!!
O uso contínuo deste medicamento apresentado sob a forma de drageias azuis endurece as feições do rosto levando a um sorriso firme, hirto, amarelo e estático, além de tornar a vida bem mais chata, portanto, embora aparente, nada tem a ver com o Viagra®!
A modos que...
Eeeeh! Lá!
-Quem meteu aqui esta foto tão antiga?
Eram sete e picos, oito e coisa, nove e tal, toca de trepar a encosta ao alcance daquele edifício majestoso com umas chaminés e um pirilau branco e vermelho indicando a direcção de Éolo!
Estacionado o pé de borracha no parque exterior pois o senhor segurança crivava o acesso aos pátios internos, foi este praça trepar a escadaria do edifício, vencendo dois pares de portas bamboleantes… ficando surpreendido com a mole humana que por ali se abrigava!
Mais um balcão de atendimento corrido, assistido por senhoras mui simpáticas que agradávelmente explicaram ser tardia a hora para retirar a senha da lista de espera para as consultas de recurso, daquele aparelho redondo que lembrava o carregador de serpentina de uma AK-47Kalashnikov … ao que o Cidadão retorquiu até nem se importar de marcar consulta prévia para um médico ao calhas!
Ao calhas…o tanas!
Para os utentes do recurso, ou havia senha ou não havia nada p´ra ninguém!
-Então mas o carregador está vazio!
Exclamou cá o Cidadão abt!
-Está vazio porque para hoje já se esgotaram as senhas! Volte amanhã bem cedo que consegue vez!
Foi a resposta da simpática senhora que entretanto colocou uma máscara branca, pondo cá o rapaz a magicar que afinal a máscara do seu perfil do Link tinha pegado moda por Tubucci... adiante!
-Bem cedo é o quê? Aí pelas oito horas... talvez…
Observou este praça, ao que a mascarada recepcionista retorquiu em voz mais ou menos aflautada:
-Ás cinco da manhã já há por aí gente! Venha mais ou menos a essa hora!
Gaita!
Foi então que cá o rapazola sentiu necessidade dos remédios para a tensão! Passou-lhe assim uma coisa pelas vistas… conforme Vosselências poderão constatar pelas fotos dos avisos, e três vertigens depois, olhou em redor mirando duas salas de espera e um corredor repletos de pacientes que o observavam com ar de caso!
Numa situação destas recomenda-se a toma de Parvonol® em cápsulas bicolores para o tratamento de aparvalhamento em geral.
Não há contra-indicações na medida em que umas semanas de Parvonol® provou serem benéficas a qualquer utente dos serviçosnacionais de saúde... podem surgir alguns efeitos secundários na medida em que o uso de Parvonol® gerará uma forte depressão nos primeiros dias de toma pois o paciente passa a perceber como os postos médicos das freguesias Tubuccianas funcionavam antes deste êxodo.
Escusado será dizer que no dia seguinte pelas tais sete e pouco cá o Cidadão abt já se batia junto ás escadarias do tal Centro de Saúde… juntamente com umas dezenas de utentes que se questionavam qual teria sido o penúltimo a chegar ao local, pois o último era certo e sabido!
Passou-se o tempo com um nevoeiro do catano a enregelar as ossadas no exterior das portadas envidraçadas até que, finalmente, aquela massa humana, quais zombies decididos, iniciou a escalada da escadaria de acesso ao primeiro piso, isto pelas oito horas e trinta, cada um retirando a respectiva senha do carregador vermelho da Kalash!
Quando chegou a vez cá do Cidadão, saiu-lhe o B-69 na rifa!
Ao menos, valha-nos a sugestão!!!
Decorridos alguns minutos... uns quartos de hora... umas meias horas... e horas inteiras, a chamada avançava lenta e penosa pelos decibéis do raio de um altifalante carregado de vírus que, um tanto ou quanto afónico, roufenho e ruidoso, mal se percebia o que nele se berrava! Aquilo parecia ser um problema de amigdalite!
Os idosos questionavam-se, amparando os canais auditivos com as palmas das mãos, convencidos que teriam de efectuar umas lavagens aos tímpanos:
“-O que disseram agora???”
Era meio-dia… quando chamaram pelo B-52!
Que tinha abalado para outras guerras…
Entretanto como “o vagar faz colheres”, este desgraçado resolveu topar o que se transmitia nos diálogos daqueles ambientes, enquanto os pacientes se tornavam cada vez mais impacientes…com gente a falar alto p’ra caraças, lindas e jovens mamãs tentavam dominar as hiperactividades de seus rebentos que pareciam querer estoirar com o mobiliário, especial incidência para os cadeirões, numa amálgama de revistas e folhetos pelo ar, promiscuindo vírus e virilidades!
Em situações destas recomenda-se o Ficabonzin® um xarope indicado para avozinhas irritadas e criancinhas irrequietas malcriadas e/ou hiperactivas…
Ficabonzin® tem na sua fórmula o princípio activo do Pesacusil, um composto capaz de criar sensação de peso nas nalgas, mantendo o pessoal sentadinho nos lugares, sem partir nada. Contém também a antiberromicina, que provoca paralisia completa das cordas vocais, impedindo berros e vociferações inconvenientes que estoiram com os tímpanos dos restantes.
Olha! Se calhar é o problema do megafone!
Este composto não é recomendável a adultos do sexo masculino, que com o tempo passam a produzir espontaneamente hormonas dePesacusilno seu organismo. Se der Ficabonzin® a um adulto destes, o tipo nunca mais se levantará do sofá. Marmanjos que apliquem Ficabonzin® ás esposas com o intuito de as calarem e reduzir-lhes as idas às compras, devem saber que oPesacusilpesa realmente muito, e depois de certa idade tudo o que muito pesa, descai e depois perdem estas firmezas...
Estão a perceber, não estão?
Desta feita cá o rapaz chegou á conclusão que por ali se escrutinavam três castas de impacientes…
Os que iam aos medicamentos, aqueles que estavam realmente doentes de todo e os portadores do vírus “recorrência”, transversais a ambas as castas anteriores.
Ali se constatou que “os recorrentes” eram oriundos de diversas regiões tal como: Alvega, Pego, São Miguel, Arreciadas,Rossio ao Sul do Tejo, Bemposta, Vale das Mós, todos da margem sul do verdejante Tejo Tubucciano, e alguns de Martinchel, Aldeia do Mato e Souto, do norte de Tubucci, que ali trocavam impressões sobre as experiências agrícolas das vindimas, da apanha da azeitona e daqueles que de maduros, caem das árvores ou escorregam pelas barreiras abaixo praticando skú sobre os rafiosos panos de azeitona! Um novo desporto radikal de cariz popular em expansão nos últimos tempos, capaz de suplantar o “Jogo do Pau” o “Chinquilho” ou até o “Quebra da Bilha”.
Sem dúvida um local de convívio e intercâmbio de vírus!
È aqui que poderemos encontrar os tais quarenta e tal por cento de abstencionistas dos últimos sufrágios!
Entretanto já se adivinhava uma pandemia do Recorrência, cujos sintomas se manifestavam pela impaciência galopante, sensação de fome, dores de costas e degradação de relacionamento humano!
Este contribuinte da Segurança Social concluiu que quase todos os médicos da região deveriam estar de baixa ou a caminho da reforma, não havendo + para substituição, provávelmente porque aquilo é tudo do Estado todo poderoso a que chegámos… se fosse o desgraçado do privado a parar sua actividade profissional por escassos dias, levaria com uma panóplia de fiscais á perna, pondo ordem na cena e butindo umas massas valentes para os cofres do sistema contributivo! Para minimizar os danos colaterais a este tipo de problemas, recomenda-se o Buracol®, infusão indicada em caso de incómodos agudos de fonte externa.
Uma saqueta de Buracol®é capaz de fazer o paciente desaparecer por completo durante um período de dois a três dias. Não se recomenda o uso desta infusão em casos de teste de paternidade, casamentos (civil ou religioso), e no dia do exame de Análises Matemáticas I ou II. Depois de passar o efeito desta essência, é comum que o problema externo persista. Após o consumo de Buracol® e terminado o seu efeito, alguns pacientes relataram dores de cabeça por conta da chuva de perguntas do tipo:
"Tens noção da cagada que fizeste???"
Chegou-se a hora da manduca e qual quê? Alguma vez pensava cá o Cidadão abt que ainda por ali estaria rente ás treze da tarde? Estava quilhado! Completamente quilhado e não aplica por aqui outro termo mais elucidativo porque prometeu no seu intróito que nunca utilizaria o calão, caso contrário o termo correcto seria... cá está a necessidade de umas gotas de Esquecil®!
(Olha lá, não testiques, ó Cidadão abt!)
Shiiiiuuu… não digam nada, mas esta foi a reprimenda cá do anjinho da guarda!
Entrementes houve que abandonar a guarita afim de manjar algum alimento, vai daí, desenferrujou o bíceps pela escadaria abaixo, e recorrendo ao bar domado por uma senhora em marcha lenta, papou duas sandochas apetitosas de ôlho numa enfermeirinha...
“pssst!... pssst!...”
(a vervamos se cá a Companheira não lê esta crónica ou pelo menos se canse de a ler antes de chegar a este parágrafo, caso contrário temos o caldo entornado em caselas)
e butindo um sumo de laranja porque o de uva tinha esgotado, foi-se ao café e subiu a escadaria regressando àquele local fastidioso onde de fora para dentro se percebia um cheiro a calor humano que tresandava!
Escoava-se o tempo olhando a brasileirada que passava no televisor, novela de tiros, raptos e uma data de cenas de faca e alguidar com actores auzáis e carros a chiar...
Entretanto no tubo de raios catódicos formou-se uma mulher de olhos arregalados, boca e seios enormes, aos gritos, desafiando o megafone do tecto, que de quando em vez lá detrás da pantalha punha uma plateia de senhoras idosas aos saltos, batendo palmas sincronizadas ou esfregando os artelhos no soalho. Explicaram que aquele fenómeno radiotelevisivo era a “Júlia Pinheiro!”
Sabem o que isso é???
Do que um gajo se livra, não tendo tempo para ver televisão!!!
Bom...
O tempo avançou e a sequência da chamada acelerou, com dois e três números de rajada, não porque o atendimento mamasse com algum lubrificante, mas porque os impacientes capitulavam na espera e abalavam dali para fora, sendo a hora do transporte, razão suficiente.
Nesta altura, uma das quatro senhoras recepcionistas que dava ares de ser a big-boss do sítio tranquilizou os idosos, os de meia-idade, as mamãs das criancinhas e restante maralha com o seguinte anúncio:
-“Chegou o médico de reforço, estejam descansados que ninguém fica por atender!”
Pudera!
Chegou o médico de reforço eram dezasseis horas e poucos minutos com as salas de espera a meia carga de impacientes com a pandemia comum do
Recorrência,
Àquela hora parte deles já tinha desistido, zarpado, dado ao slide, ou aquilo que vocês queiram chamar á coisa!
Prosseguindo o relato desta mirabolante aventura, perto das dezassete horas cá o Cidadão apercebeu-se que se considerava um felizardo, pois diagnosticou alguém com a senha B-81!
Tinha perdido um dia de trabalho em prol de franca convivência e permuta de conhecimentos, culminando num enriquecimento cultural sem paralelo com o povo das aldeias envolventes!
Gente simpática, sim senhores!
Fazendo contas por alto e dividindo o pessoal pelos diversos postos médicosK.Ó.’s,no início desta estrambólica aventuracontabilizaríamos uma média de 11 (onze) impacientes com o vírus “Recorrência” por cada posto.
Coisa pouca.
Como deverão compreender, durante este insignificante lapso de tempo outros tantos utentes foram desistindo da sua vez pois os autocarros não esperavam, ou não aguentavam aquele teste á perseverança, á persistência, á paciência, á constância onde pousa o Director do Centro Hospitalar do Zêzere, e a outras coisas mais... como as pressões do intestino e da bexiga, as neuroses e dores de cabeça e lombares, rins e fígado, as fugidas ás sandes, garrafas e bolachas de água e sal e por aí adiante, iludindo estômagos exaustos de zurzir!
Um espectáculo!
Lá fora, o Sol descia atrás das nuvens carregadas e as sombras da noite tomavam conta da região!
As luzes amarelecidas faziam sentir a sua utilidade, tracejadas pelo gravanejo da chuva miudinha e dos reflexos das viaturas que cruzavam a curvilínea avenida do Paiol, quando dos altifalantes roufenhos do tecto um som mais ou menos de gripe suína se fez desaperceber:
69!
!!!
Eiiia!!! C’um catano!
O 69 era o número preferido cá do Cidadão!
E... não é que este praça foi espetar aqui com uma foto de dois bácoros fazendo... badalhoquices?!
Numa situação tão constrangedora para o próprio há que ingerir Ctrl+Zol®para gafes destas e similares.
É o medicamento perfeito para aqueles momentos pós postagem de uma borrada tão grande que dá vontade de arrancar a própria cabeça, colocar num saco de papel e enterrá-la no quintal!!!
Este mitombo não é indicado no rescaldo das promessas políticas, no jogo do azar nem durante as partidas de futebol. Atenção que a sobredosagem trava o sistema nervoso central, sendo obrigatório o uso do antídoto Ctrl+Alt+Delina®.
Depois deste rapaz se ter dirigido á menina ou senhora… ou lá o que era…não soube bem porque tinha uma máscara igualzinha á dos Chinocas, fez a sua inscriçãozinha, desembolsou a taxa moderadora e, noite escura, foi direitinho ao senhor “Doutor de recurso” que afinal era uma senhora “Doutora de recurso”, sem antes ter transposto mais umas portas e passagens… bom… bom… lá veio aquilo á ideia outra vez…
Para tal, recomenda-se Esquecil®, indicado para problemas de coração partido, e traumas em geral. Solução em gotas a serem depositadas no copo de água, mas se for associado aoTintol®, as suas funções são potenciadas na ordem de cinco para um, ou seja, por cada cinco gotas de Esquecil®, corresponde uma litrosa de Tintol®.
Perceberam esta? Ainda bem pois cá o rapaz também não! Este medicamento, o Tintol®, embalado ou engarrafado, apresenta-se sob a forma de pomada, numa concentração volumétrica entre os 9% e os 6%. È ingerido em tomas sucessivas de 20cl. antes e durante as principais refeições.
A sobredosagem provoca euforia, excitação, egocentrismo e vertigens. Em casos mais agudos causa diplopia, visão monocromática e em túnel, descoordenação psicomotora e vulnerabilidade á luz, podendo o paciente atingir o estado de coma.
Esquecil® apaga por completo a memória recente… Cuidado com a sobredosagem! Há casos de usuários de Esquecil® que voltaram a votar nos mesmos, e neste caso recomenda-se o uso conjunto do Socratim®.
Uma toma de Esquecil® antes das três principais refeições e outra toma de Socratim® após as mesmas, visto este ser um gastro-resistente!
Eh! Eh! Eh! (“Comporta-te ó Cidadão kesta é uma crónica bué da séria!”)
Shiiiiuuu… não digam nada, mas esta foi a recomendação cá do anjinho da guarda!
Só falta mesmo recomendar o Socratim® em cápsulas, indicado para problemas recentes de memória, nomeadamente quem tendeu a esquecer os últimos quatro anos de governação.
Foram detectados casos em que os pacientes passaram a
manifestar dislexia, que poderá trazer-nos complicações de maior!
E com esta treta toda, estando cá o Cidadão aviado á pressa rente às dezassete horas e muitos minutos, ainda teve tempo para praticar a boa acção da noite... sim porque esta aventura começou ainda o Sol não se tinha mostrado e terminou com Sol-posto...
Ah! Pois!
Cinco minutos!
Não chegou a 5 (cinco) minutos... o tempo dispendido para aviar o receituário triplicado dos medicamentos de manutenção, depois de 10 (dez) horas de espera! E digam lá se esta não foi uma grandessíssima e maravilhosa aventura?
A boa acção da noite foi encher o popó com pessoas desesperadas que perderam os transportes, depositando-as junto de suas casas.
Digam lá se este Cidadão abt, apesar de corrosivo p’ra caraças, não tem bom coração?
Vós aí... estais a queixar-vos que esta crónica foi extensa com’ó carais e sofrestes uma ganda seca até atingirdes o final, e mais isto, e mais aquilo e aqueloutro... confortavelmente sentadinhos defronte aos vossos monitores... é para calculardes a aventura em que um tipo se mete quando recorre a estes prestimosos serviços.
Como deveis reparar, o pagamento das contribuições processa-se através de um mecanismo bastante mais aligeirado e eficiente.
Neste Tubucciano Concelho nada acontece por acaso… ou talvez sim…
Vejam bem as cenas bué da maradas que cá o rapazfoi achando nos últimos tempos!
Assim de repente, descobriu que tal como o Cidadão abt, também há localidades com dupla identidade!
A coisa começou na descontra ali para as paragens de Martim…
Este praça espreitava a iluminária nocturna quando se deparou com o seguinte;
Na Estrada Nacional 358-2 que liga a Vila Poema (onde emmeio ano o Camões fez mossa aos corações das moças), á albufeira do Castelo do Bode, deu com a toponímia turístico-cultural identificando a urbe da “Lagoa”…
Umas becas de metros adiante achou outro chibante painel do final da “Alagoa” …
Duvidoso, olhando o retrovisor, o que catrapiscou em sentido oposto?
A par dessa “Alagoa”, outra sinalética anunciando a entrada na “Lagoa”!!!
Não é de um mano ficar perturbado de todo?
Não sendo verdadeiramente a confluência dos rios Alcoa e Baça, o rapaz ficou de lá voltar para a recolha das lindas fotos ora apresentadas!
Se um fenómeno de alter-ego era registado por aqui, situações idênticas deveriam surgir por perto… supôs cá este praça para com os seus botões…
Bem dito, bem feito!
O achamento de outra cena minimamente caricata foi uma questão matemática!
Desta feita, tratando-se de pura propriedadeconjuntiva…
…Que de certo será naturalmente aproveitada pelos estudantes do secundário como um bom exemplo a apresentar nos seus cogituns…
Não abandonando terras de Martim, como quem da Amoreira vai pela estrada municipale entra no lugar do “Outeiro”,
…cerca de setenta metros mais adiante sai de outra onde nunca entrou…
A “Bica da Figueira”… numa fantástica cena ficcionada de hipertransporte, conforme podereis constatar pelas fotos que se adivinham!
Não é de um fulano ficar embaralhado de todo???
Julgais que é tudo?
Ainda não!
No seio de Tubucci, junto àquele cruzamento de acesso á GNR, versus hiper Modelo, cá o Cidadão descobriu que a “coisa” afinal se escreve “Abraçalha de Cima”!
Irra que um men passa a vida a aprender!!!
Por mor das dúvidas, este praça orientou seus azimutes pela Nacional número 3, rumo a Rio de Moinhos alcançando o entroncamento para a Abrançalha de Cima!
O quê? “Abrançalha de Cima?!”
No que “fiquemos”?
Ai, ai, se Hibrahin-Zaid viesse a saber de uma coisa assim!
Evidentemente que entre outras cenas, também as duplicidades põem um tipo doente de todo!
Analisemos outro exemplo de duplicidade…
Parecem iguais…
Mas lá no fundo, bem no fundo… não são!
Isto é motivo de sobra para a elaboração da próxima crónica ao estilo:
Nos tempos que atravessamos, encontramos o + diversificado género de águas no mercado…
Águas estas, engarrafadas em vasilhames rotulados com bonecos sugestivos, de formatos e feitios bem distintos num constante apelo ao potencial consumidor final.
Apresentam-se simples, leves e pesadas, com ou sem gás natural, em suaves cores e aromas, sugerindo adocicados frutos ás papilas gustativas do sedento apreciador… os sabores recorrentes serão a limão, laranja, maçã, ananás, hortelã, gengibre, morango, amora ou mesmo a figo ou a uva… esta última possuindo propriedades alucinogénias mais ou menos intensas consoante a concentração do fruto ou seus semelhantes químicos, designando-se popularmente a + suave, por água-pé!
Segue-se um exemplo do impacto que esta aguinha poderá imprimir no psico da câmara digital, se acompanhada por castanhas assadas, fôr butida em quantidades industriais!
Evidentemente que estas águas têm um preço final bastante elevado, comparativamente ao das congéneres puras e duras!
Como em Tubucci…
Sim, pois aqui é que Tubucci entra no filme…
Como em Tubucci volta e meia se copiam as americanices, será o caso do campo de Basebol ou o jardim lúrico de Santa Catarina…
!!! Ãh?
Não senhor…
Embora pareça, a Dra. Lurian, Secretária da acção Social do Brasil, que também veio da Latina América não é para aqui chamada, nem muito menos cá o Cidadãose refere a Djalama Vando Berger, o prefeito do Município de S. José, no Estado de Santa Catarina lá p’rás terras de Vera Cruz, mas tão sómente ás águas que correm pelas condutas, tubos e castelos das Tubuccianas torneiras.
A Metromint, empresa engarrafadora de águas de São Francisco na Califórnia lançou uma estirpe de água com sabor a chocolate e como Tubucci sempre teve uma visão futurista da coisa, não está de modas, vai daí e…
zás!
Envia para a torneira dos cidadãos Tubuccianos uma água que no início tinha aspecto leitoso e aromatizada a cloro… agarrando-se que nem lapa ás loiças que a Companheira tenta enxaguar…
No presente vem aditivada de um aroma esquisito como os barulhinhos do nosso Procurador, evocando tons marron.
Se não formos lerdos, nesta altura do campeonato já todos entendemos que estamos perante a eleição de um aroma achocolatado nas nossas águas, razão + que plausível para justificar o elevado preço que se nos afigura nas facturas mensais da magnífica empresa Ambientabrantes!
Nem cheiro a figo, nem muito menos há por aqui contradanças, porque para face oculta bem bonda a do Cidadão… bom, bom…e voltando ao magnífico chocolate, quais as razões para tal aditivo?
O cacau, planta que produz o dito cujo, começou a ser digerido por Maias e Azetecas!
Esses tipos impulsionados pelo cacau, caminhavam noite e dia sem parar, tal como sucedeu com o lulu do senhor mui assenhorado que, enquanto o bombeiro abastecia o seu bólide, o tipo alçava a pernita para o pneu mesmo por debaixo do depósito de combustível …
“???”
O bicharoco… entenda-se, não o senhor assenhorado!!!
…E entretanto o bombeiro descuidado, deixou tombar uma gotita de gasolina sobre um precioso testículo do bichano! Aquilo foi ganir e saltar por tudo quanto era sítio durante uns minutos, não havendo raios que parassem o animal… se bem quando o desgraçado tombou exausto!
Seu dono demandou o descuidado bombeiro tentando explicação para aquele triste desfecho, ao que este lhe observou sereno:
-“Acabou-se-lhe a gasolina, senhor!”
Estamos novamente nas Américas Centrais!
Tal como durante as guerras coloniais eram adicionados suplementos alimentares de parte a parte para que as forças beligerantes numa valente dopagem elevassem seus níveis de adrenalina, contribuindo para o decréscimo da explosão demográfica, hoje em dia serão necessários aditivos que activem as potencialidades reprodutoras das populações Europeias na medida em que, para além do êxodo (perda) registado cá no burgo, há uma menor propensão para a efectiva procriação, resultando no envelhecimento desta população.
Vai daí, o cacau, possuidor de propriedades energizantes e afrodisíacas, pondo o pessoal a trabalhar que nem láparo, também é elemento fundamental no garante da longevidade graças ás suas propriedades antioxidantes.
Vejam bem que nos antanhos, Napoleão Bonaparte e suas tropas ingeriam quantidades consideráveis desse cacau para conseguirem pedalada suficiente em suas cavalgaduras, avançando pela Ibéria dentro alcançando as Linhas de Torres!
Nesses tempos, o homem seguia sentado sobre o lombo da besta que o puxava…
Com a evolução dos tempos, o homem é a única besta que puxa sentada… sobre o selim da sua bicla!
Os franciús estavam convencidos que a teobromina era um princípius activus semelhante ao da cafeína, mantendo as tropas em constante vigília!
A porra toda foi quando se lhes acabou o cacau!
Perderam a pedalada, o estímulo e a vontade de atacarem deixando em paz as damas dos territórios invadidos!
Ainda hoje é assim!
Em não havendo cacau… nada feito!
Com a adesão do Condado Portucalense e respectiva expansão de Dom Afonso Henriques ao euro, o valor do cacau elevou-se para o dobro, para o triplo e assim sucessivamente!
Não admira pois que o pessoal se corte a esforços de maior!
Ah!
Onde ia?
Este pequenino e modesto post teve origem na água achocolatada que brinda os Tubuccianos ao romper da aurora.
Portanto desconfiai que o objectivo será + o aumento demográfico e uma maior produtividade por estas paragens!
Mas há +!
Está provado que o uso do cacau como esfoliante, melhora a estrutura da derme, regenerando e renovando a barreira hidrolipídica, tornando-a hidratada, aveludada e mais suave ao toque.
Portanto damas de Tubucci… é de aproveitar e tomarem uns belos duches matinais com estas águas medicinais!
Quanto ao intestino…
Se não for adulterado, o chocolate possui propriedades digestivas inibindo o apetite bocal!
Caso o produto seja marado, poderá desencadear uma valente inflamação do estômago e do intestino em típica gastroenterite com a respectiva inflamação dos fígados, pondo um desgraçado a correm três quinze dias para a casa de banho de calças na mão, aliviando o diâmetro ao abdómen, sendo esta última, a parte positiva!
Agora passemos á embalagem propriamente dita!
Todos nós sabemos que há embalagens mui + carotas do que aquilo que trazem dentro!
Qual a razão da garrafinha de água sair + cara que a gasolina?
Precisamente por causa do pacote!
Se não fosse o pacote, pagar-se-ia a água ao preço da uva mijona!
Mesmo que a água seja achocolatada, a concentração do produto aditivante é diminuta, apenas colorindo as roupinhas + alvas, que assim se adequam ao clima cada vez + tropicalizado, e nem ficará nada mal o tom beije tipos caqui, ao género do que se usava nas savanas africanas!
Balalaicas e tudo!
Nada disso!
Não é a guitarra Russa de três cordas mas o vestuário usado pelos colonos e cipaios de Moçambique e das Índias!
Irra, que vossemecês não percebem patavina disto!
Ah! Tubucci!
Linda Tubucci!
Pois então, se o ciberleitor fizer como cá o Cidadão, fechando as torneirinhas durante um mês seguidinho com consumo zero entre uma e outra facturação da Ambientabrantes, ainda leva com um pacote de nove euros esessenta e quatro cêntimos!
É este, o preço da embalagem!
Compreendem-se agora as razões pelas quais a água aromatizada será a + bem paga!
Na margem esquerda do Tejo, espartilhada pelas ribeiras da Foz e de Alcolobre, encontra-se uma peculiar extensão de território Ribatejano.
Quem pela Estrada Nacional 118 provier, dará com um cruzamento constituído por éne placas em torno das quais o viajante terá que voltear se ambicionar a Estação de Santa Margarida, ou trepar mal a pique, se quiser marchar ao planalto da Pucariça.
Coscuvilheiro Intergaláctico escarrapachado no Observatório do Centro de Ciência Viva que baixe seu telescópio para Sudeste, facilmente encontrará tais homenzinhos verdes ali tão perto… evitando calcorrear anos-luz entre cometas e planetas.
Encavalitado em alvo pedestal estaciona um veículo lepidóptero com sua bélica peça de fogo virada a Norte.
É um puro-sangue Patton M 47, vedeta da Revolução dos Cravos!
Fabricado nos States pela Detroit Tank Factory, com lotação para cinco étês, com envergadura de oito metros e meio, boca de fogo incluída, uma largura de três metros e dezasseis milímetros e altura de três metros trezentos e cinquenta e dois centímetros, tara de quarenta e duas toneladas, mais quatro de munições, alberga no seu coração um Continental AV1790-5B, motor de doze cilindros em V e potência de oitocentos e dez cavalos, progredindo a 50 quilómetros por hora em patamar e trinta quilómetros por hora por terrenos irregulares, com capacidade para oitocentos e setenta e cinco litros de combustível, consumidos em cento e trinta quilómetros numa média de seiscentos e setenta litros de gázóil aos cem!
Coisita pouca.
Tudo seria mui lindo se neste contexto não fossem incluídas umas morteiradas…
Presumivelmente aquele carro de combate terá sido alvo de ataque inimigo!
O pavimento invoca três buracões dignos de obuses perfurantes que se abateram juntinho ao blindas201, pelas suas nove horitas!
Concerteza que por esse motivo não se vislumbrará tripulação á viatura!
Valendo-lhes um inimigo zarolho, talvez descendente do Luís Vaz,
…ou calhando, devido a uma rabanada de vento, os obuses excedentes estatelaram-se mais perto da estação dos Margaridas!
Aquilo é o máximo!
Tripulante de chiante oriundo doutra Galáxia terá por li a oportunidade de ver as estrelas, rebentando com umas jantes ou quiçá, saltando-lhe os tampões, em sublime exclamação:
:(... :(... PUNHETE!
Será uma estratégia de defesa nacional, no retardar a progressão de força hostil…
Naquelas bandas circula juventude dos quatro cantos do condado que verde de raiva, evocará o canto do cisne aos seus bólides…
E… se por rebentamento de mina ou disparar de dilagrama alguma suspensão se escangalhar, a quem atribuir as responsabilidades de tanta pontaria?
Não ao Exército Português, pois os marcos amarelos da estrada militar estão mais adiante…
Não ao Município de Constância porque, para o bem e para o mal, os domínios deste nó são da “Estradas de Portugal” que obcecada com a ponte sobre a Ribeira da Foz nem se aperceberá da complexidade da coisa… outro tanto sucederá com os blogueiros da região… hummm… transparece a noção que perdem muita hora virtual admoestando os pêcês em detrimento do in-loco!
Aqui sim… no mínimo dos mínimos, o Município de Punhete deveria reclamar as competências da “Estradas de Portugal “para a resolução de tão lisonjeiro fenómeno.
Seria o Máximo!
Citando, após o São Martinho a novel edilidade visitou território dos homenzinhos verdes e se não utilizou os Alouette III, pelo caminho terá constatado o que se descreve nesta crónica meio marada!
Se Vosselência supôs que “Tanque 201” seria marca de jeans… bem se enganou! Eh! Eh!