A CAMINHO DE
VALE de ZEBRINHO
A caminho de Vale de Zebrinho…
Vai um carro aos trambolhões…
Uma carroça sem rodas…
E um cavalo sem travões…
Ai txic txic txic txic …
Ai txic txric txrric tximmm…
painel municiado
Prontos,
Já chega!
Não senhor, não é o efeito de uma qualquer ganza, mas o resultado do hipotálamo sacudido por tanto saltitar!
Depois da publicação dos post “O Orifício” e “Relêvos”, para além dos escassos comentários, cá o Cidadão recebeu éne e-mails de tementes á Blógus-Dei, com fotos e outras cenas afins, alertando para o troço de via que dá acesso a Vale de Zebrinho! Tanto lhe chatearam o juízo que se meteu a caminho, antes das caravanas eleitorais que não devem tardar.
Trepou ás Arreciadas no encalço da freguesia de São Facundo, dando com a sinalética de Vale de Zebrinho City…
Enfiou o seu magnífico chiante por aí adiante, em marcha lenta… qual o espanto quando deu de caras com um alcatrão completamente derretido!
O queixal inferior sacudiu com tanta trepidação ao ponto da viatura se atravessar sobre a brita descolada e saltitante!
Vencidas umas centenas de metros a tempestade amainou, se bem quando, um pouco antes do painel indicativo de Vale de Zebrinho, a intempérie se repetiu… desta, acompanhada de gincanas em torno de fenomenais crateras!
É certo e sabido que, se indagada a autarquia, logo os senhores responderão ter sido o arranjo aprovado… etecetera e coisital… deixando o Zé-Povinho entretido… mas quem se vai amolando são os habitantes da pequena aldeia que todos os santos dias passam pelo martírio de transpor o Rubicão… ou vão dar uma volta ao bilhar grande!
Não será esta gente merecedora de acessos condignos ás suas residências… tal como os seus impostos ou… serão pessoas diferentes dos restantes cidadãos?
Talvez seja esta, uma carta guardada na manga, a jogar na época certa… aí pela estação das autárquicas!
Haja consideração…
Catano!

















